07 abril, 2010

Update

O windows evoluiu, desde que eu me lembre da versão 3.1, para o 95, mais tarde 98, passando pelo XP, Vista e actualmente está na versão Seven, o meu discurso de hoje tem pouco que ver som isto, mas pelo menos tem no facto de mim, tanto como qualquer software ou hardware necessitar de um update.
Eu passo a explicar, acho que preciso de update tanto de hardware, disco rígido, memoria RAM, processador, Motherboard, tudo… Ou seja, o meu cérebro já não é o que era, a ligação entre o meu cérebro e os meus actos já não é a melhor, a minha velocidade de pensamento já deixa muito a desejar e o meu corpo já se queixa, resumindo, algo se passa comigo. Mas não é só a este nível, acho que até o meu software deveria ser trocado, este tem muitas falhas que me dão uma ideia errada da realidade.
Bem, onde quero chegar com isto ao ponto em que eu já nem sei que fazer ou pensar, mesmo naqueles dias em que tudo corre bem há algo que falta ali, tal como um carro que anda com um pneu furado, também eu tenho um pneu furado, continuo a viver a minha vida, mas chegará a um tempo em que não dá para continuar esta vida, e aí vai ser necessário substituir o pneu.
Ando mesmo revoltado, mas para ser sincero nem sei se é comigo mesmo ou se é com aquilo que me rodeia, por um lado penso que a culpa é minha e que a minha visão da vida não tem sido a melhor, outras vezes acho que o problema é dos outros, porque sinto que poderiam fazer algo mais por mim. Como é óbvio tenho de aceitar o facto que definitivamente a culpa é minha, porque não há mais ninguém que influencie tanto na minha vida como eu próprio, é por esta razão que às vezes penso que um prego bem no centro da cabeça faria milagres, aliás, seria soberbo.
Acho que o problema é do software de gestão de recursos que tenho instalado no meu cérebro, acho que aí reside o problema, mas como viver não é tão fácil como instalar um novo programa, eu vou ter de fazer o update á moda antiga, com a experiencia de vida.
Lá deixo a ideia do prego, não que fosse má de todo, mas acho que prefiro umas cabeçadas e uns saquinhos de gelo, pelo menos até ver.
Já nem sei que conclusão tirar.
Para a frente ou para trás?
Nem eu sei qual o caminho a seguir.

06 abril, 2010

(I)Maturidade

Se há coisa que detesto é a irresponsabilidade das pessoas, tento ao máximo não ser irresponsável por isso gostava de um bocadinho de compreensão e a mesma atitude, tal não acontece, não percebo porque, não é assim tão difícil cumprir com um objectivo que nos foi proposto.
Eu sei que não posso pedir demais das pessoas mas também não é assim nada de extraordinário, acho que estas coisas nem são precisas dizer.
Acho de uma imaturidade ter estas reacções, o que me leva a creditar que vivo num mundo de crianças, ou então ainda não saí do “Portugal dos Pequeninos” quando lá estive por volta de 1990, o que me leva a uma revolta tal que só me apetece insultar toda a gente que me aparece a frente com estas acções. Quando é assim só peço que me levem embora, irrita-me solenemente atitudes de pessoas que já deveriam ter idade para ter juízo mas que continuam com a ideia que a mãe ainda lhes muda a fralda, se calhar não me enganei muito.
Eu sei que é a segunda vez que estou a escrever sobre este assunto, o qual já foi muito dito no primeiro texto, mas esta indignação não pode ficar retida no meu interior, além de que isto só prova que algo está mal. Se as pessoas não querem crescer, tudo bem, agora que queiram continuar imaturas, por favor, cresçam.

03 abril, 2010

Amor vs Rejeição

Sinceramente, nem sei se sofremos mais com o facto de estarmos sem alguém que amamos, ou com a humilhação de termos sido rejeitados por ela!
Esta frase que encontrei num blog que habitualmente sigo, não podia estar mais acertado. Há bem pouco tempo passei por uma fase algo complicada, e nunca percebi muito bem se seria por uma ou por outra razão, acho que nunca chegarei a saber, contudo agora sei que não sou o único a ter destas dúvidas.
É difícil percebermos os nossos sentimentos, por isso é que muitas vezes ficamos apinhados de dúvidas.
Agora que já passou algum tempo, continuo com as mesmas duvidas, mas de momento é uma coisa que já não me preocupa tanto, por isso é que toda a gente diz que o tempo cura tudo, não é que seja mentira, mas na verdade o tempo não cura nada, a única coisa que acontece é que nós deixamos de despender tanto tempo para algo que nos deixa tristes.
No meu caso, acho que posso afirmar que o que me fazia sofrer era mais a primeira hipótese, mas não poso dar uma certeza completa, porque nem mesmo eu me conheço bem o suficiente para poder fazer tal afirmação. Não quero com isto dizer que não sei o que quero ou que preciso, mas ter uma certeza destas não é fácil.
Mas sem duvida que naquela altura eu afirmava que sofria por amor, será que continuo a sofrer?

02 abril, 2010

Decisões

Eu não tenho de fazer tudo aquilo que os outros querem, eu posso tomar a minhas próprias decisões. Não tenho de fazer as coisas só porque os outros o fazem ou porque acham bem, eu sou livre de fazer o que quero, e claro assumir as suas consequências.
Fico importunado quando as pessoas me olham de lado por algo que não fiz que supostamente deveria ter feito só porque outros também o fizeram, não me venham com histórias, eu não sou obrigado a acreditar em tudo aquilo que os outros acreditam, se assim fosse, expliquem-me porque razão teríamos nós de ter uma coisa chamada opinião!
Se temos mil e trezentas gramas dentro da cabeça eles tem de servir para muito mais que mover-nos, o cérebro também foi feito para pensarmos, para termos as nossas próprias opiniões e tomarmos as nossas próprias decisões.
Esta gente vive no mundo das fotocópias, limitam-se a imitar tudo aquilo que os outros fazem, eu não sou assim, sou e quero continuar a ser, mesmo que isso inclua pessoas a olhar-me de lado e a pensar, mas porque isto ou aquilo? Essas coisas não me afectam, quero lá saber, é para o lado que durmo melhor, se fosse para viver como uma fotocopiadora, bastava comprar umas quantas de biografias e fazer exactamente o que lá está escrito.
Até gostava de saber o que aconteceria se toda a gente fizesse o mesmo, certamente iríamos viver num mundo estúpido, bem não é que não vivamos, mas seria ainda pior. Se deambulamos por este mundo é porque temos de fazer algo por ele, e uma maneira de o fazer é diferenciarmo-nos dos outros. Há que fazer as coisas por nos próprios, não porque querem ou esperam isso de nós, e não vale mesmo a pena olharem-me de lado, não é isso que me vai fazer mudar de ideias, se alguém tem essa intenção, a única maneira é justificarem-me o porque da minha escolha estar errada, se essa justificação for válida, tenho todo o gosto em admitir que errei, caso contrário, fica para a próxima.

01 abril, 2010

Revolta

Estou frustradamente zangado, estou cansado, estou farto, estou sempre na mesma, que mania que as pessoas têm de apenas olharem para o seu umbigo. Estaremos a ficar assim tão cegos que já não conseguimos ver mais longe que a um metro de nós?
Eu detesto tanto esta sociedade, nem é preciso enumerar um caso em especifico, qualquer coisa em que centro a minha atenção, mais cedo ou mais tarde acabaram por me desiludir, és triste, sim é mesmo, não percebo o porque de vivermos assim desta maneira.
Mas quem sou eu para estar para aqui a falar do que se deve ou não fazer, no máximo o que posso fazer é apenas dar a minha opinião, mas nem isso consigo, estou mesmo revoltado, cada dia que passa consegue superar o ultimo. Não digo que por vezes não tenha uns bons momentos, mas isso só não basta, gostaria que esses momentos fossem mais, e só não o são porque os que me rodeiam estão ocupados em viver uma vida só para eles. Tudo bem, se acham que isso é a solução, força então, espero mesmo que se realizem dessa maneira, eu não consigo.
Não quero, daqui a muitos anos, resumir a minha vida a uma panóplia de momentos sós, quero esses momentos acompanhados, mas se isso é pedir de mais, então não se cansem, continuem com essa vida mesquinha, mas não contem comigo.