15 março, 2012

Resumo de uma reunião...

Como eu gosto de reuniões patronais para debater assuntos específicos e gerais sobre o bom funcionamento das empresas.
Isto é quase como na política, falam, falam e acabam por não dizer nada, e quando dizem, como foi o caso de hoje, é como se não tivesse dito.
Eu já tinha uma pequena suspeita do que acabei de constatar hoje na dita reunião.
Para justificar um ponto que estava a ser debatido, o patrão, decide usar uma expressão ouvida por ele uns dias antes, diga-se no estrangeiro, ou melhor numa empresa fora de Portugal, e a expressão diz tudo e passo a citar: “Portuguese c’est merde!”
Ora sem necessitar de qualquer tradução esta afirmação até me parece fazer jus áquilo que realmente é a verdade, e isto porque eu defendo a ideia de que nós portugueses, salvo algumas excepções, não temos qualquer preocupação qualitativa dos nossos produtos exportados e muito menos dos serviços prestados, e com isto quero dizer resumidamente que nós somos muito pouco profissionais no que aos negócios diz respeito.
Eu fiz o que muito boa gente não fez, incluindo muitos empresários portugueses que por ventura até têm vendido a sua “porcaria” lá fora, que foi parar para pensar no que realmente estamos a fazer quando pretendemos vender um produto ou serviço a um outro país que não o nosso, e digo isto porque a grande preocupação da maioria dos empresários portugueses que se dedicam á exportação é a de vender “merda” a troco de muito dinheiro sem pensarem que ao vender um mau produto uma vez vão perder um cliente e com isso denegrir a imagem do nosso país.
Eu sou uma pessoa bastante meticulosa, e quando preciso comprar alguma coisa, por mais supérflua que seja, eu tenho a preocupação de reparar nos pormenores do dito produto e se vir numa prateleira um produto com maus acabamentos eu vou acabar por ficar com uma má imagem de quem o vende, mesmo que este não tenha culpa, no entanto, a mim não me preocupa quem fez tal objecto, mas sim quem a vendeu, e por isso mesmo as empresas estrangeiras acabam por deixar de comprar às empresas nacionais.
Tenho a certeza que esta mentalidade já está a ser modificada, até porque a actual crise assim obriga para qualquer produtor, no entanto esta imagem deixada pelas muitas empresas ignorantes que até agora tem vindo a comercializar para com os países estrangeiros não foi a melhor, e se para baixar a imagem de um país bastam um ou dois anos, para valorizar essa mesma imagem serão precisos dez ou mais anos.
Por isso mesmo, meus caríssimos amigos e amigas comecem a ser mais exigentes naquilo que compram nacional, porque se educarmos os nossos produtores a ter produtos de qualidade no nosso próprio país esses mesmos produtos serão vendidos além-fronteiras.

07 março, 2012

Das Televisões

“Então TDT já está em quase todo o território nacional, muito bem, mas que grande país, já dispomos de uma elevada qualidade televisiva digna de países muito desenvolvidos, mas que motivo de orgulho, mas que qualidade de vida.”
Esta poderá ter sido uma das possíveis visões de quem acordou tal singularidade no momento de aprovação, no entanto, depois de este já estar implementado neste nosso Portugal, é fácil perceber o porquê de este ser mais um disparate de um governo pouco governado, aquele que se propôs a tal insanidade.
Eu não sou contra a digitalização do sinal de televisão, muito pelo contrario, todos podemos afirmar que a superior qualidade de imagem é notória no entanto este é um cenário para o qual Portugal não está preparado, primeiro pela situação económica e depois porque ao contrario dos países já aderentes a este sistema anteriormente, estes tem uma grande mais-valia em aderir a este sistema, que é o aumento de canais, e não falo de um pseudo-canal chamado HD, falo de dez ou vinte canais que todos eles lucraram com a chegada a televisão digital, já nós, portugueses que queremos continuar a ver televisão como antes temos de gastar uma pequena fortuna em troca de um serviço sempre nos foi um direito, resumindo, com a chegada da TDT em nada lucramos.
Aproveitando o facto de estar no panorama “televisão” tenho de deixar aqui um pequeno parenteses que nunca consegui perceber e isto não é do tempo da TDT mas sim muito anterior.
Não sei se vossemecês já se aperceberam mas em algumas casas de Portugal as televisões não dão o mesmo do que a generalidade do país e não me perguntem porque, é algo para o qual não tenho resposta, e acreditem que já perdi muito tempo a pensar em tal facto, no entanto criei uma teoria que me parece credível, mas que não tenho como provar, ora então vamos a ela.
No início apercebi-me que este facto não é algo sistemático e só se passa na maioria das vezes ao fim-de-semana, o que me leva a crer que é algo que se passa nesses dias, então tentei investigar um pouco mais aprofundadamente e foi então que percebi que este facto se deve essencialmente a um objecto que as pessoas colocam em cima da televisão e que altera a imagem da mesma. Não me contentando com tal facto e querendo um pouco mais passei a examinar caso a caso e então conclui que o único objecto colocado sobre as televisões que faz este efeito tem as seguintes características, é feito de tecido, é vermelho e branco e tem inscrito algo semelhante a isto “Amo-te Benfica”. Depois desta conclusão percebi que todo o tempo á procura de respostas tinha sido uma perda de tempo, afinal o único problema é a estupidez humana levada ao estremo.

05 março, 2012

Déjà Vu futebolístico

Welcome to my little world, or not so little!
Bom dia a todos, estão bem-dispostos? Como vai essa segunda-feira? Passaram bem o fim-de-semana? Dormiram bem na sexta-feira? Gostaram dos vossos pequenos e insignificantes dias de descanso?
Se responderam bem a tudo isso ainda bem, fico muito contente por vocês, mas o que eu queria mesmo era ver um bocadinho da vossa indignação portanto, gostaram de ver o FCPorto ganhar ao SLBenfica?
Ah, eu bem me parecia que andavam aí alguns enjoados, deixem lá isso passa amanha depois do jogo com o Zenit com mais uma derrota.
Pois é meus caros leitores e leitoras e coisas estranhas que por aqui passam, quanto a tudo isto eu só tenho a dizer uma coisa. Para nós adeptos de não um clube mas sim de uma nação que é esta do FCP, e que estamos habituados a ganhar tanto a grandes como a pequenos, só existe um slogan possível para estas situações, é ele o seguinte, “melhor que ganhar ao Benfica, é ganhar com ajuda de terceiros”, mas atenção estes terceiros são vocês que os enunciam porque quanto a mim a vitória foi mais do que justa.
Contudo, devo afirmar que foi um jogo sofrido e admito que ainda perdi a esperança, mas o que conta é o resultado final portanto, cá estou eu, depois de umas aproximadamente miseras 48 horas depois a falar deste assunto que em nada alterou o meu belo e lindo fim-de-semana. Já outros não podem dizer o mesmo o que eu compreendo mas também não é o fim do mundo, são coisas que acontecem.
Para finalizar, devo acrescentar que duas semanas depois nós adeptos Portistas já não nos preocupamos nem com pontos cruz, nem pontos de costura muito menos com os pontos daqueles que vem atrás de nós isso é coisa para os que estão atrás do primeiro certo?! Parece-me já ter ouvido isto algures, enfim, continuação de um bom dia e uma boa semana para todos, um dia destes voltarei para vos aliviar essa vossa angustia.

02 março, 2012

Vacas gordas

Não á muito tempo atrás, quando alguém não estava bem com o emprego que tinha, despedia-se e no dia seguinte arranjava novo local de trabalho, no entanto, os tempos mudam e com eles todas essas mordomias e com sito quero dizer que agora a conversa é outra, e se antes qualquer pessoa poderia fazer tal peripécia, agora nem a mais ávida personagem pode ser anfitrião desse filme e tudo porque hoje em dia a numero de desempregados cresce de uma maneira impensável para alguns anos atrás, e se adicionarmos 1 a 800 000 ninguém vai notar, é mais um menos um.
Eu nuca tive a sorte de viver em tal época de vacas gordas pelo menos no que toca a vida profissional e por isso estou acostumado ao normal da sociedade portuguesa actual, não que me rege pelo lema “temos de aguentar tudo e todos porque não arranjamos melhor” mas sim faço um esforço para sobreviver nesta selva que se tornou a procura de emprego.
Não é fácil, nada fácil mesmo, e se nos primeiros dias é tudo muito bom estar em casa a passar umas boas férias, com o passar do tempo vem também as preocupações, de não ter nada para fazer, de não ter dinheiro para pagar as contas, de ter de pensar em todas as despesas uma, duas e vinte vezes para não nos enganarmos e por aí continuando.
Pois bem, eu preferia não estar a escrever este texto, mas a vida está tão boa para mim como para o Sr. Cavaco Silva e coitadinho se ele não tem dinheiro para pagar as despesas, imaginem eu e mais não sei quantos mil portugueses.
Por isso meus caros, tenho a dizer-vos, se não estão bem do lado dos pobres, arranjem maneira para passar para o lado dos ricos, esses sim têm uma boa vida, mas atenção eles continuam a queixar-se a grande diferença é que não têm de contar os trocos.
Eu não sei o que são vacas gordas e se alguém já provou dessa bela e apetitosa carne mas uma coisa eu tenho a certeza, foi por causa desses ruminantes animais que o país está como está e com certeza vos afirmo que nós, geração dos 20 não voltaremos a ver tais exemplares por essas pradarias fora, assim sendo, temos duas opções, ou nos acostumamos á vida dura que temos pela frente ou então emigramos, no entanto atenção á escolha do destino pois não me parece que andem por ai muitos países com belos prados para vacas, ou então sigam mesmo a lógica e procurem na India, pelo menos lá vacas é o que não faltam, visto serem animais protegidos.
Foi muito agradável partilhar estes momentos com vocês, uma boa continuação de procura de emprego (o “bom trabalho” está fora de moda).

28 fevereiro, 2012

1985 for ever

Quando era mais novo comprava pastilhas elásticas por 5 (cinco) escudo, e actualmente, mesmo não comprando tantas quando compro, as mesmas custam 5 (cinco) cêntimos, claro está que agora até ganho para mim e cinco cêntimos não me custa muito, no entanto há algo mais importante a reter do que a inflação dos preços, e este é realmente aquilo que não gosto.
Em 2002, a chamada moeda única entrou em vigor em Portugal, e eu até gosto do Euro, ou melhor, esteticamente, até são moedas e notas bonitas, no entanto o problema é que elas servem para bem mais do que enfeitar, e por isso tenho de pensar mais na sua principal função, a de troca comercial, e quanto a isto não gosto nada da mudança Escudo/Euro, tudo porque como puderam perceber não só pelo meu exemplo mas também porque vivem no mesmo mundo do que eu, o Euro só veio prejudicar a economia portuguesa e por mais que pense não encontro uma vantagem de termos aderido a uma tal moeda única que de único tem pouco, só mesmo o nome.
Recuando um pouco mais posso perceber que antes da adesão á moeda única Portugal já havia cometido um outro erro, o da adesão á comunidade europeia, e quanto a isso, eu não posso exemplificar pois são coisas de outros tempos, mas pelo que tenho visto e ouvido, Portugal era um país bem mais equilibrado antes de se juntar a uns tantos países supostamente com o intuito de criar uma união forte e focalizada em destronar a grande potência de seu nome “ESTADOS UNIDOS da América”, o grande problema é que nesta suposta união existe já um registo histórico impossível de apagar e que torna todo este processo de unificação uma utopia, e como se pode ver com os acontecimentos actuais, é impossível existir uma união de países quando dois deles tem soberania perante os outros, portanto acho que não há muito a fazer, esta suposta união nunca vai resultar.
Destas duas más experiencias de Portugal temos de retirar uma importante lição, a de que não vale a pena todo o esforço por algo que está condenado desde o início. E quanto á minha opinião caso este assunto fosse a referendo eu votaria a favor da saída de Portugal destas duas farsas que os políticos europeus teimam em manter.