Há um senhor que acha que o problema de portugal é a falta de produtividade, acho que merece bem a resposta.
Vale a pena dar uma vista de olhos....
http://microscopiodacrise.blogspot.pt/2012/11/carta-ao-sr-luis-pereira.html
Ajudem a partilhar!
Obrigado
09 novembro, 2012
05 novembro, 2012
04 abril, 2012
Não quero ser apenas mais um!
ESTAMOS EM CRISE.
Todos nós sabemos disso, não só pelas notícias mas também pelas situações precárias em que nos vemos diariamente.
Eu sou uma pessoa muito activa e com objectivos de vida e um deles é fazer aquilo que mais gosto, ou seja, trabalhar como designer de produtos, e se numa coisa eu sou bom é na persistência, por isso tenho procurado e procurado… e procurado, mas como sabemos não é fácil arranjar um emprego quanto mais naquilo que se gosta. Então meti mãos á obra e como designer que sou pensei numa abordagem mais criativa, passei algumas horas e dias a imaginar como era a minha vida e de que maneira poderia chamar a atenção daqueles que podem resolver o meu problema.
A ideia chegou e daí até estar materializada num pequeno vídeo foi instantâneo, faltava a parte mais difícil, faze-la chegar aos quatro cantos do país, da europa e do mundo, mas esta tarefa foi-me facilitada com a internet através do youtube onde disponibilizei o meu vídeo e depois de alguma insistência perante algumas organizações mais influentes eu acabei por difundir a minha apresentação e continua… fantástica a tecnologia!
Até agora está a correr tudo muito bem, resta apenas que esta mensagem chegue a alguém que precise de alguém com as minhas capacidades mas acima de tudo que valorize a criatividade não só do vídeo mas também a criatividade dos designers e não menospreze aquilo que nós fazemos.
Este pequeno texto serve de agradecimento a todos os que partilharam o meu vídeo e continuam a partilhar, partilhar é algo gratuito no entanto tem um enorme preço para mim e espero que venha a ter ainda mais.
Ao partilhar o vídeo não pretendia unicamente encontrar um emprego mas sim mostrar a muitas pessoas que quanto mais valorizarmos aquilo que fazemos mais fácil será a busca de um emprego. Espero que todos entendam que os nossos empregadores não necessitam de mais um trabalhador, precisam de alguém diferente e com espirito de iniciativa, não se esqueçam nisso quando procuram algo para o vosso futuro. Muito obrigado a todos.
Todos nós sabemos disso, não só pelas notícias mas também pelas situações precárias em que nos vemos diariamente.
Eu sou uma pessoa muito activa e com objectivos de vida e um deles é fazer aquilo que mais gosto, ou seja, trabalhar como designer de produtos, e se numa coisa eu sou bom é na persistência, por isso tenho procurado e procurado… e procurado, mas como sabemos não é fácil arranjar um emprego quanto mais naquilo que se gosta. Então meti mãos á obra e como designer que sou pensei numa abordagem mais criativa, passei algumas horas e dias a imaginar como era a minha vida e de que maneira poderia chamar a atenção daqueles que podem resolver o meu problema.
A ideia chegou e daí até estar materializada num pequeno vídeo foi instantâneo, faltava a parte mais difícil, faze-la chegar aos quatro cantos do país, da europa e do mundo, mas esta tarefa foi-me facilitada com a internet através do youtube onde disponibilizei o meu vídeo e depois de alguma insistência perante algumas organizações mais influentes eu acabei por difundir a minha apresentação e continua… fantástica a tecnologia!
Até agora está a correr tudo muito bem, resta apenas que esta mensagem chegue a alguém que precise de alguém com as minhas capacidades mas acima de tudo que valorize a criatividade não só do vídeo mas também a criatividade dos designers e não menospreze aquilo que nós fazemos.
Este pequeno texto serve de agradecimento a todos os que partilharam o meu vídeo e continuam a partilhar, partilhar é algo gratuito no entanto tem um enorme preço para mim e espero que venha a ter ainda mais.
Ao partilhar o vídeo não pretendia unicamente encontrar um emprego mas sim mostrar a muitas pessoas que quanto mais valorizarmos aquilo que fazemos mais fácil será a busca de um emprego. Espero que todos entendam que os nossos empregadores não necessitam de mais um trabalhador, precisam de alguém diferente e com espirito de iniciativa, não se esqueçam nisso quando procuram algo para o vosso futuro. Muito obrigado a todos.
Rótolos
A minha vida,
Actualidade,
Ideologias
02 abril, 2012
Desempregado mas activo
Ah e tal o número de desempregados está sempre a subir e não há meio de nós pessoas “normais” arranjarmos um emprego.
Pois bem, eu que sou uma pessoa activa e que não se conforma com estes tempos difíceis pensei numa abordagem mais animada. Espero que gostem da minha pequena apresentação e claro vamos partilhar, quanto mais longe o vídeo chegar, mais fácil será.
Obrigado a todos, é um pequeno gesto mas que pode ajudar muito.
Obrigado a todos, é um pequeno gesto mas que pode ajudar muito.
26 março, 2012
O racista do atletismo
Um dos meus hobbies é a corrida, e se quando era mais novo levava todo esse mundo mais a sério e com mais fulgor, agora corro porque gosto e porque me divirto mas não passo dos 3 treinos por semana, pouco comparando com os 6 de há uns anos atrás.
Ao domingo de manha como é habitual, há sempre encontro marcado com os colegas de treino para mais alguns momentos de convívio e por vezes mais do que treinos aproveitamos a fazemos algumas pequenas provas, ontem foi um desses casos, em Estarreja, uma terra muito próxima de onde moro e a qual visito já alguns anos para esta prova.
Tudo indicava ser mais uma corrida sem muito que se lhe dizer até porque eu corro porque gosto e não porque ambiciono chegar nesta ou naquela posição ou fazer este ou aquele tempo, no entanto, e para grande desilusão minha a manha de ontem transformou-se numa pequena revolta que não pode deixar de demonstrar depois do sucedido, mas voltando atrás, começo por explicar desde o inicio.
Como penso todos saberem as corridas de atletismo começam bem antes da hora da prova quando se revêem pessoas amigas conhecidas e se aproveita para dar uns dedos de conversa, e foi isso que aconteceu, pelo menos até se começar a ver umas movimentações estranhas entre corredores e juízes de provas, e isto porque havia alguém a protestar contra a presença de dois atletas de origem africana e mais um de origem espanhola, claro que isso levou logo a uma discussão entre o meu grupo de amigos que defendemos que mais do que ir para uma prova competir deve-se ir com o espirito desportivo, mas infelizmente não é isso que acontece, contudo tudo isto se passou e o inicio da prova estava prestes a chegar.
Como é habitual os atletas reúnem-se no local da partida 5 a 10 minutos antes para não haver sobressaltos, e foi neste espaço de tempo que começa o espectáculo que dá origem á minha indignação e passo a descrever.
Um dos atletas presentes e que estava na linha da frente (pensava eu ser da organização) fez questão de levantar a vós para uma breve explicação do que “ele” queria que se passa-se, ora então ele argumentando que nós devíamos lutar pelos nosso direitos impingiu a todas as pessoas que estavam na partida que mal fosse dado o tiro de partida estas se mantivessem no mesmo lugar e deixassem os atletas africanos partirem e assim mostraríamos o nosso desagrado. No inicio eu não percebi muito bem o que se estava a passar, nem eu nem nenhum dos que estava a minha volta mas só depois de pensar duas vezes no que ele proferiu eu percebi que ele não tinha qualquer razão para o que estava a dizer, contudo o tiro de partida foi dado e o que aconteceu foi que a maioria dos atletas da primeira fila fizeram o que o seu companheiro pedira e os ditos atletas partiram e tiveram quase um minuto de avanço, quanto a mim e aos que estavam comigo na quarta ou quinta fila ainda tentamos que tal não acontecesse no entanto não havia nada a fazer e após alguns momentos de espera lá acabamos por começar, mas eu como pessoa que sou não poderia estar de acordo com o que se passou e depois de percorrer os meus 10km ao meu ritmo de treino eu teria de agir perante esta situação.
Ao terminar a prova dirigi-me a um dos juízes para perceber o porquê de tal situação e se ele concordava com aquela atitude e a resposta que obtive foi de que nem ele era a favor com o que acontecera nem os juízes de prova tinha sido comunicados previamente do que se iria passar. Percebendo que tudo isto se tratava da vontade de alguns atletas não poderia fazer muito mais, mas tinha de mostrar o meu desagrado e foi na altura certa que a pessoa em questão me apareceu á frente, não pensei duas vezes e dirigi-me a ele proferindo o monólogo que passo a citar.
“- Eu se fosse a ti, desistia do atletismo e nunca mais aparecia a uma prova, se não sabes o que é correr por gosto não devias sequer correr, se estivesse na tua situação tinha vergonha e escondia-me muito bem, tem vergonha do que fizeste. Se não tens pernas para lhes ganhar é porque não sabes o que andas a fazer, eles são atletas como outro qualquer.”
Claro está que não tive qualquer resposta desta personagem.
Como corro porque gosto nem sabia qual o valor monetário para quem ganhasse esta competição mas mais tarde vim a saber que era de 250€, sim 250€ motivaram uma cena de racismo e descriminação como eu nunca tinha visto, é vergonhoso e eu não poderia esconder o meu desagrado, e gostaria de poder fazer mais para que esta situação não terminasse por aqui porque ao contrário que que foi dito isto não foi uma revindicação dos nossos direitos mas sim uma descriminação perante atletas que apesar de terem cor diferente correm com as mesmas duas pernas que eu ou qualquer outro atleta normal.
Para terminar, resta-me apenas nomear a pessoa em questão, o senhor Bruno Jesus, do Maia AC, que mostrou ontem não ter qualquer desportivismo e mais do que descriminar atletas pela cor mostrou que ainda existem pessoas sem escrúpulos e racistas.
Ao domingo de manha como é habitual, há sempre encontro marcado com os colegas de treino para mais alguns momentos de convívio e por vezes mais do que treinos aproveitamos a fazemos algumas pequenas provas, ontem foi um desses casos, em Estarreja, uma terra muito próxima de onde moro e a qual visito já alguns anos para esta prova.
Tudo indicava ser mais uma corrida sem muito que se lhe dizer até porque eu corro porque gosto e não porque ambiciono chegar nesta ou naquela posição ou fazer este ou aquele tempo, no entanto, e para grande desilusão minha a manha de ontem transformou-se numa pequena revolta que não pode deixar de demonstrar depois do sucedido, mas voltando atrás, começo por explicar desde o inicio.
Como penso todos saberem as corridas de atletismo começam bem antes da hora da prova quando se revêem pessoas amigas conhecidas e se aproveita para dar uns dedos de conversa, e foi isso que aconteceu, pelo menos até se começar a ver umas movimentações estranhas entre corredores e juízes de provas, e isto porque havia alguém a protestar contra a presença de dois atletas de origem africana e mais um de origem espanhola, claro que isso levou logo a uma discussão entre o meu grupo de amigos que defendemos que mais do que ir para uma prova competir deve-se ir com o espirito desportivo, mas infelizmente não é isso que acontece, contudo tudo isto se passou e o inicio da prova estava prestes a chegar.
Como é habitual os atletas reúnem-se no local da partida 5 a 10 minutos antes para não haver sobressaltos, e foi neste espaço de tempo que começa o espectáculo que dá origem á minha indignação e passo a descrever.
Um dos atletas presentes e que estava na linha da frente (pensava eu ser da organização) fez questão de levantar a vós para uma breve explicação do que “ele” queria que se passa-se, ora então ele argumentando que nós devíamos lutar pelos nosso direitos impingiu a todas as pessoas que estavam na partida que mal fosse dado o tiro de partida estas se mantivessem no mesmo lugar e deixassem os atletas africanos partirem e assim mostraríamos o nosso desagrado. No inicio eu não percebi muito bem o que se estava a passar, nem eu nem nenhum dos que estava a minha volta mas só depois de pensar duas vezes no que ele proferiu eu percebi que ele não tinha qualquer razão para o que estava a dizer, contudo o tiro de partida foi dado e o que aconteceu foi que a maioria dos atletas da primeira fila fizeram o que o seu companheiro pedira e os ditos atletas partiram e tiveram quase um minuto de avanço, quanto a mim e aos que estavam comigo na quarta ou quinta fila ainda tentamos que tal não acontecesse no entanto não havia nada a fazer e após alguns momentos de espera lá acabamos por começar, mas eu como pessoa que sou não poderia estar de acordo com o que se passou e depois de percorrer os meus 10km ao meu ritmo de treino eu teria de agir perante esta situação.
Ao terminar a prova dirigi-me a um dos juízes para perceber o porquê de tal situação e se ele concordava com aquela atitude e a resposta que obtive foi de que nem ele era a favor com o que acontecera nem os juízes de prova tinha sido comunicados previamente do que se iria passar. Percebendo que tudo isto se tratava da vontade de alguns atletas não poderia fazer muito mais, mas tinha de mostrar o meu desagrado e foi na altura certa que a pessoa em questão me apareceu á frente, não pensei duas vezes e dirigi-me a ele proferindo o monólogo que passo a citar.
“- Eu se fosse a ti, desistia do atletismo e nunca mais aparecia a uma prova, se não sabes o que é correr por gosto não devias sequer correr, se estivesse na tua situação tinha vergonha e escondia-me muito bem, tem vergonha do que fizeste. Se não tens pernas para lhes ganhar é porque não sabes o que andas a fazer, eles são atletas como outro qualquer.”
Claro está que não tive qualquer resposta desta personagem.
Como corro porque gosto nem sabia qual o valor monetário para quem ganhasse esta competição mas mais tarde vim a saber que era de 250€, sim 250€ motivaram uma cena de racismo e descriminação como eu nunca tinha visto, é vergonhoso e eu não poderia esconder o meu desagrado, e gostaria de poder fazer mais para que esta situação não terminasse por aqui porque ao contrário que que foi dito isto não foi uma revindicação dos nossos direitos mas sim uma descriminação perante atletas que apesar de terem cor diferente correm com as mesmas duas pernas que eu ou qualquer outro atleta normal.
Para terminar, resta-me apenas nomear a pessoa em questão, o senhor Bruno Jesus, do Maia AC, que mostrou ontem não ter qualquer desportivismo e mais do que descriminar atletas pela cor mostrou que ainda existem pessoas sem escrúpulos e racistas.
Rótolos
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20 março, 2012
China vs Russia
Ter um patrão que faz questão de estar junto dos empregados para assim mostrar que ele é quem manda e que as pessoas por pouca vontade que tenham têm mesmo de trabalhar, é chato, aborrecido e stressante, era muito melhor não ter ninguém e cada um fazia o seu trabalho.
Isto até se pode aplicar a algumas empresas, grandes empresas leia-se, mas mais do que grandes empresas com grandes colaboradores, e essa é a diferença entre o nosso belo país que é Portugal e os países desenvolvidos. Enquanto aqui em Portugal dentro de uma empresa temos o patrão e os empregados, num país desenvolvido temos um patrão e colaboradores, e eu explico a diferença que para muitos pode não ser tão perceptível.
Em Portugal, cada um só pensa no seu umbigo, não se importa se o patrão tem mais ou menos lucro, o que realmente interessa é que chegue ao fim do mês e o dinheiro apareça, mesmo que não se esforcem para isso, mas isto não é só, existe também a mentalidade egoísta agregada a este pensamento que faz com que as pessoas não queiram ver os outros acima de nós mesmos.
Quão estúpidos podemos ser a pensar desta maneira, queremos tanto crescer que não importa como, o que realmente nos interessa é o dinheiro, e perdemos mais de 700 horas por mês a pensar no que vamos fazer com o dinheiro que vamos receber pelo nosso trabalho e não paramos nem 5 minutos para pensar numa maneira mais lógica de ver a vida e aquilo que fazemos, por isso mesmo nem percebemos que se não nos esforçarmos naquilo que estamos a fazer o dito patrão não vai ter maiores lucros e com isso não vai ter dinheiro para nos dar em troca do que fazemos.
É tão fácil perceber isto que eu acabo por não compreender como é possível ainda haver pensamentos díspares deste, mas a verdade é que há e o maior exemplo disso é o estado financeiro do nosso país, muito por culpa dos empregados que tem e eu passo a explicar.
Imaginem Portugal como uma grande empresa com milhares de trabalhadores, tantos que é impossível alguém supervisionar todos eles, e portanto, como nós temos uma mentalidade infantil, já que não temos ninguém a ver aquilo que fazemos também não temos de nos preocupar se fazemos muito ou pouco o que realmente interessa é que no fim do mês se receba.
E a verdade é que até agora toda a gente tem recebido muitas vezes por fazer nenhum e isto só mostra a falta de civismo da nossa parte.
É tão fácil chegar ao fim do mês e receber pelo trabalho dos outros, o problema é que se a baixa produtividade não gera lucros para pagar a alta despesa com mão-de-obra temos um problema e isso é a situação em que nos encontramos, mas nem vale a pena comentar porque todos devem ter televisão (e TDT) para ver as notícias.
Quanto a mim, tenho apenas que dizer que tenho vergonha de pertencer a uma sociedade destas.
E tudo isto porque ontem se falou muito na venda dos estaleiros de Viana a grupos internacionais, (Chineses ou Russos).
Esta história aplica-se a estes trabalhadores que nunca pensaram bem nas consequências de não cumprir os prazos das encomendas.
Se tenho pena de ser vendido quer a chineses quer a russos, tenho, mas tenho mais pena da falta de inteligência do povo português.
Isto até se pode aplicar a algumas empresas, grandes empresas leia-se, mas mais do que grandes empresas com grandes colaboradores, e essa é a diferença entre o nosso belo país que é Portugal e os países desenvolvidos. Enquanto aqui em Portugal dentro de uma empresa temos o patrão e os empregados, num país desenvolvido temos um patrão e colaboradores, e eu explico a diferença que para muitos pode não ser tão perceptível.
Em Portugal, cada um só pensa no seu umbigo, não se importa se o patrão tem mais ou menos lucro, o que realmente interessa é que chegue ao fim do mês e o dinheiro apareça, mesmo que não se esforcem para isso, mas isto não é só, existe também a mentalidade egoísta agregada a este pensamento que faz com que as pessoas não queiram ver os outros acima de nós mesmos.
Quão estúpidos podemos ser a pensar desta maneira, queremos tanto crescer que não importa como, o que realmente nos interessa é o dinheiro, e perdemos mais de 700 horas por mês a pensar no que vamos fazer com o dinheiro que vamos receber pelo nosso trabalho e não paramos nem 5 minutos para pensar numa maneira mais lógica de ver a vida e aquilo que fazemos, por isso mesmo nem percebemos que se não nos esforçarmos naquilo que estamos a fazer o dito patrão não vai ter maiores lucros e com isso não vai ter dinheiro para nos dar em troca do que fazemos.
É tão fácil perceber isto que eu acabo por não compreender como é possível ainda haver pensamentos díspares deste, mas a verdade é que há e o maior exemplo disso é o estado financeiro do nosso país, muito por culpa dos empregados que tem e eu passo a explicar.
Imaginem Portugal como uma grande empresa com milhares de trabalhadores, tantos que é impossível alguém supervisionar todos eles, e portanto, como nós temos uma mentalidade infantil, já que não temos ninguém a ver aquilo que fazemos também não temos de nos preocupar se fazemos muito ou pouco o que realmente interessa é que no fim do mês se receba.
E a verdade é que até agora toda a gente tem recebido muitas vezes por fazer nenhum e isto só mostra a falta de civismo da nossa parte.
É tão fácil chegar ao fim do mês e receber pelo trabalho dos outros, o problema é que se a baixa produtividade não gera lucros para pagar a alta despesa com mão-de-obra temos um problema e isso é a situação em que nos encontramos, mas nem vale a pena comentar porque todos devem ter televisão (e TDT) para ver as notícias.
Quanto a mim, tenho apenas que dizer que tenho vergonha de pertencer a uma sociedade destas.
E tudo isto porque ontem se falou muito na venda dos estaleiros de Viana a grupos internacionais, (Chineses ou Russos).
Esta história aplica-se a estes trabalhadores que nunca pensaram bem nas consequências de não cumprir os prazos das encomendas.
Se tenho pena de ser vendido quer a chineses quer a russos, tenho, mas tenho mais pena da falta de inteligência do povo português.
Rótolos
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15 março, 2012
Resumo de uma reunião...
Como eu gosto de reuniões patronais para debater assuntos específicos e gerais sobre o bom funcionamento das empresas.
Isto é quase como na política, falam, falam e acabam por não dizer nada, e quando dizem, como foi o caso de hoje, é como se não tivesse dito.
Eu já tinha uma pequena suspeita do que acabei de constatar hoje na dita reunião.
Para justificar um ponto que estava a ser debatido, o patrão, decide usar uma expressão ouvida por ele uns dias antes, diga-se no estrangeiro, ou melhor numa empresa fora de Portugal, e a expressão diz tudo e passo a citar: “Portuguese c’est merde!”
Ora sem necessitar de qualquer tradução esta afirmação até me parece fazer jus áquilo que realmente é a verdade, e isto porque eu defendo a ideia de que nós portugueses, salvo algumas excepções, não temos qualquer preocupação qualitativa dos nossos produtos exportados e muito menos dos serviços prestados, e com isto quero dizer resumidamente que nós somos muito pouco profissionais no que aos negócios diz respeito.
Eu fiz o que muito boa gente não fez, incluindo muitos empresários portugueses que por ventura até têm vendido a sua “porcaria” lá fora, que foi parar para pensar no que realmente estamos a fazer quando pretendemos vender um produto ou serviço a um outro país que não o nosso, e digo isto porque a grande preocupação da maioria dos empresários portugueses que se dedicam á exportação é a de vender “merda” a troco de muito dinheiro sem pensarem que ao vender um mau produto uma vez vão perder um cliente e com isso denegrir a imagem do nosso país.
Eu sou uma pessoa bastante meticulosa, e quando preciso comprar alguma coisa, por mais supérflua que seja, eu tenho a preocupação de reparar nos pormenores do dito produto e se vir numa prateleira um produto com maus acabamentos eu vou acabar por ficar com uma má imagem de quem o vende, mesmo que este não tenha culpa, no entanto, a mim não me preocupa quem fez tal objecto, mas sim quem a vendeu, e por isso mesmo as empresas estrangeiras acabam por deixar de comprar às empresas nacionais.
Tenho a certeza que esta mentalidade já está a ser modificada, até porque a actual crise assim obriga para qualquer produtor, no entanto esta imagem deixada pelas muitas empresas ignorantes que até agora tem vindo a comercializar para com os países estrangeiros não foi a melhor, e se para baixar a imagem de um país bastam um ou dois anos, para valorizar essa mesma imagem serão precisos dez ou mais anos.
Por isso mesmo, meus caríssimos amigos e amigas comecem a ser mais exigentes naquilo que compram nacional, porque se educarmos os nossos produtores a ter produtos de qualidade no nosso próprio país esses mesmos produtos serão vendidos além-fronteiras.
Isto é quase como na política, falam, falam e acabam por não dizer nada, e quando dizem, como foi o caso de hoje, é como se não tivesse dito.
Eu já tinha uma pequena suspeita do que acabei de constatar hoje na dita reunião.
Para justificar um ponto que estava a ser debatido, o patrão, decide usar uma expressão ouvida por ele uns dias antes, diga-se no estrangeiro, ou melhor numa empresa fora de Portugal, e a expressão diz tudo e passo a citar: “Portuguese c’est merde!”
Ora sem necessitar de qualquer tradução esta afirmação até me parece fazer jus áquilo que realmente é a verdade, e isto porque eu defendo a ideia de que nós portugueses, salvo algumas excepções, não temos qualquer preocupação qualitativa dos nossos produtos exportados e muito menos dos serviços prestados, e com isto quero dizer resumidamente que nós somos muito pouco profissionais no que aos negócios diz respeito.
Eu fiz o que muito boa gente não fez, incluindo muitos empresários portugueses que por ventura até têm vendido a sua “porcaria” lá fora, que foi parar para pensar no que realmente estamos a fazer quando pretendemos vender um produto ou serviço a um outro país que não o nosso, e digo isto porque a grande preocupação da maioria dos empresários portugueses que se dedicam á exportação é a de vender “merda” a troco de muito dinheiro sem pensarem que ao vender um mau produto uma vez vão perder um cliente e com isso denegrir a imagem do nosso país.
Eu sou uma pessoa bastante meticulosa, e quando preciso comprar alguma coisa, por mais supérflua que seja, eu tenho a preocupação de reparar nos pormenores do dito produto e se vir numa prateleira um produto com maus acabamentos eu vou acabar por ficar com uma má imagem de quem o vende, mesmo que este não tenha culpa, no entanto, a mim não me preocupa quem fez tal objecto, mas sim quem a vendeu, e por isso mesmo as empresas estrangeiras acabam por deixar de comprar às empresas nacionais.
Tenho a certeza que esta mentalidade já está a ser modificada, até porque a actual crise assim obriga para qualquer produtor, no entanto esta imagem deixada pelas muitas empresas ignorantes que até agora tem vindo a comercializar para com os países estrangeiros não foi a melhor, e se para baixar a imagem de um país bastam um ou dois anos, para valorizar essa mesma imagem serão precisos dez ou mais anos.
Por isso mesmo, meus caríssimos amigos e amigas comecem a ser mais exigentes naquilo que compram nacional, porque se educarmos os nossos produtores a ter produtos de qualidade no nosso próprio país esses mesmos produtos serão vendidos além-fronteiras.
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07 março, 2012
Das Televisões
“Então TDT já está em quase todo o território nacional, muito bem, mas que grande país, já dispomos de uma elevada qualidade televisiva digna de países muito desenvolvidos, mas que motivo de orgulho, mas que qualidade de vida.”
Esta poderá ter sido uma das possíveis visões de quem acordou tal singularidade no momento de aprovação, no entanto, depois de este já estar implementado neste nosso Portugal, é fácil perceber o porquê de este ser mais um disparate de um governo pouco governado, aquele que se propôs a tal insanidade.
Eu não sou contra a digitalização do sinal de televisão, muito pelo contrario, todos podemos afirmar que a superior qualidade de imagem é notória no entanto este é um cenário para o qual Portugal não está preparado, primeiro pela situação económica e depois porque ao contrario dos países já aderentes a este sistema anteriormente, estes tem uma grande mais-valia em aderir a este sistema, que é o aumento de canais, e não falo de um pseudo-canal chamado HD, falo de dez ou vinte canais que todos eles lucraram com a chegada a televisão digital, já nós, portugueses que queremos continuar a ver televisão como antes temos de gastar uma pequena fortuna em troca de um serviço sempre nos foi um direito, resumindo, com a chegada da TDT em nada lucramos.
Aproveitando o facto de estar no panorama “televisão” tenho de deixar aqui um pequeno parenteses que nunca consegui perceber e isto não é do tempo da TDT mas sim muito anterior.
Não sei se vossemecês já se aperceberam mas em algumas casas de Portugal as televisões não dão o mesmo do que a generalidade do país e não me perguntem porque, é algo para o qual não tenho resposta, e acreditem que já perdi muito tempo a pensar em tal facto, no entanto criei uma teoria que me parece credível, mas que não tenho como provar, ora então vamos a ela.
No início apercebi-me que este facto não é algo sistemático e só se passa na maioria das vezes ao fim-de-semana, o que me leva a crer que é algo que se passa nesses dias, então tentei investigar um pouco mais aprofundadamente e foi então que percebi que este facto se deve essencialmente a um objecto que as pessoas colocam em cima da televisão e que altera a imagem da mesma. Não me contentando com tal facto e querendo um pouco mais passei a examinar caso a caso e então conclui que o único objecto colocado sobre as televisões que faz este efeito tem as seguintes características, é feito de tecido, é vermelho e branco e tem inscrito algo semelhante a isto “Amo-te Benfica”. Depois desta conclusão percebi que todo o tempo á procura de respostas tinha sido uma perda de tempo, afinal o único problema é a estupidez humana levada ao estremo.
Esta poderá ter sido uma das possíveis visões de quem acordou tal singularidade no momento de aprovação, no entanto, depois de este já estar implementado neste nosso Portugal, é fácil perceber o porquê de este ser mais um disparate de um governo pouco governado, aquele que se propôs a tal insanidade.
Eu não sou contra a digitalização do sinal de televisão, muito pelo contrario, todos podemos afirmar que a superior qualidade de imagem é notória no entanto este é um cenário para o qual Portugal não está preparado, primeiro pela situação económica e depois porque ao contrario dos países já aderentes a este sistema anteriormente, estes tem uma grande mais-valia em aderir a este sistema, que é o aumento de canais, e não falo de um pseudo-canal chamado HD, falo de dez ou vinte canais que todos eles lucraram com a chegada a televisão digital, já nós, portugueses que queremos continuar a ver televisão como antes temos de gastar uma pequena fortuna em troca de um serviço sempre nos foi um direito, resumindo, com a chegada da TDT em nada lucramos.
Aproveitando o facto de estar no panorama “televisão” tenho de deixar aqui um pequeno parenteses que nunca consegui perceber e isto não é do tempo da TDT mas sim muito anterior.
Não sei se vossemecês já se aperceberam mas em algumas casas de Portugal as televisões não dão o mesmo do que a generalidade do país e não me perguntem porque, é algo para o qual não tenho resposta, e acreditem que já perdi muito tempo a pensar em tal facto, no entanto criei uma teoria que me parece credível, mas que não tenho como provar, ora então vamos a ela.
No início apercebi-me que este facto não é algo sistemático e só se passa na maioria das vezes ao fim-de-semana, o que me leva a crer que é algo que se passa nesses dias, então tentei investigar um pouco mais aprofundadamente e foi então que percebi que este facto se deve essencialmente a um objecto que as pessoas colocam em cima da televisão e que altera a imagem da mesma. Não me contentando com tal facto e querendo um pouco mais passei a examinar caso a caso e então conclui que o único objecto colocado sobre as televisões que faz este efeito tem as seguintes características, é feito de tecido, é vermelho e branco e tem inscrito algo semelhante a isto “Amo-te Benfica”. Depois desta conclusão percebi que todo o tempo á procura de respostas tinha sido uma perda de tempo, afinal o único problema é a estupidez humana levada ao estremo.
Rótolos
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05 março, 2012
Déjà Vu futebolístico
Welcome to my little world, or not so little!
Bom dia a todos, estão bem-dispostos? Como vai essa segunda-feira? Passaram bem o fim-de-semana? Dormiram bem na sexta-feira? Gostaram dos vossos pequenos e insignificantes dias de descanso?
Se responderam bem a tudo isso ainda bem, fico muito contente por vocês, mas o que eu queria mesmo era ver um bocadinho da vossa indignação portanto, gostaram de ver o FCPorto ganhar ao SLBenfica?
Ah, eu bem me parecia que andavam aí alguns enjoados, deixem lá isso passa amanha depois do jogo com o Zenit com mais uma derrota.
Pois é meus caros leitores e leitoras e coisas estranhas que por aqui passam, quanto a tudo isto eu só tenho a dizer uma coisa. Para nós adeptos de não um clube mas sim de uma nação que é esta do FCP, e que estamos habituados a ganhar tanto a grandes como a pequenos, só existe um slogan possível para estas situações, é ele o seguinte, “melhor que ganhar ao Benfica, é ganhar com ajuda de terceiros”, mas atenção estes terceiros são vocês que os enunciam porque quanto a mim a vitória foi mais do que justa.
Contudo, devo afirmar que foi um jogo sofrido e admito que ainda perdi a esperança, mas o que conta é o resultado final portanto, cá estou eu, depois de umas aproximadamente miseras 48 horas depois a falar deste assunto que em nada alterou o meu belo e lindo fim-de-semana. Já outros não podem dizer o mesmo o que eu compreendo mas também não é o fim do mundo, são coisas que acontecem.
Para finalizar, devo acrescentar que duas semanas depois nós adeptos Portistas já não nos preocupamos nem com pontos cruz, nem pontos de costura muito menos com os pontos daqueles que vem atrás de nós isso é coisa para os que estão atrás do primeiro certo?! Parece-me já ter ouvido isto algures, enfim, continuação de um bom dia e uma boa semana para todos, um dia destes voltarei para vos aliviar essa vossa angustia.
Bom dia a todos, estão bem-dispostos? Como vai essa segunda-feira? Passaram bem o fim-de-semana? Dormiram bem na sexta-feira? Gostaram dos vossos pequenos e insignificantes dias de descanso?
Se responderam bem a tudo isso ainda bem, fico muito contente por vocês, mas o que eu queria mesmo era ver um bocadinho da vossa indignação portanto, gostaram de ver o FCPorto ganhar ao SLBenfica?
Ah, eu bem me parecia que andavam aí alguns enjoados, deixem lá isso passa amanha depois do jogo com o Zenit com mais uma derrota.
Pois é meus caros leitores e leitoras e coisas estranhas que por aqui passam, quanto a tudo isto eu só tenho a dizer uma coisa. Para nós adeptos de não um clube mas sim de uma nação que é esta do FCP, e que estamos habituados a ganhar tanto a grandes como a pequenos, só existe um slogan possível para estas situações, é ele o seguinte, “melhor que ganhar ao Benfica, é ganhar com ajuda de terceiros”, mas atenção estes terceiros são vocês que os enunciam porque quanto a mim a vitória foi mais do que justa.
Contudo, devo afirmar que foi um jogo sofrido e admito que ainda perdi a esperança, mas o que conta é o resultado final portanto, cá estou eu, depois de umas aproximadamente miseras 48 horas depois a falar deste assunto que em nada alterou o meu belo e lindo fim-de-semana. Já outros não podem dizer o mesmo o que eu compreendo mas também não é o fim do mundo, são coisas que acontecem.
Para finalizar, devo acrescentar que duas semanas depois nós adeptos Portistas já não nos preocupamos nem com pontos cruz, nem pontos de costura muito menos com os pontos daqueles que vem atrás de nós isso é coisa para os que estão atrás do primeiro certo?! Parece-me já ter ouvido isto algures, enfim, continuação de um bom dia e uma boa semana para todos, um dia destes voltarei para vos aliviar essa vossa angustia.
02 março, 2012
Vacas gordas
Não á muito tempo atrás, quando alguém não estava bem com o emprego que tinha, despedia-se e no dia seguinte arranjava novo local de trabalho, no entanto, os tempos mudam e com eles todas essas mordomias e com sito quero dizer que agora a conversa é outra, e se antes qualquer pessoa poderia fazer tal peripécia, agora nem a mais ávida personagem pode ser anfitrião desse filme e tudo porque hoje em dia a numero de desempregados cresce de uma maneira impensável para alguns anos atrás, e se adicionarmos 1 a 800 000 ninguém vai notar, é mais um menos um.
Eu nuca tive a sorte de viver em tal época de vacas gordas pelo menos no que toca a vida profissional e por isso estou acostumado ao normal da sociedade portuguesa actual, não que me rege pelo lema “temos de aguentar tudo e todos porque não arranjamos melhor” mas sim faço um esforço para sobreviver nesta selva que se tornou a procura de emprego.
Não é fácil, nada fácil mesmo, e se nos primeiros dias é tudo muito bom estar em casa a passar umas boas férias, com o passar do tempo vem também as preocupações, de não ter nada para fazer, de não ter dinheiro para pagar as contas, de ter de pensar em todas as despesas uma, duas e vinte vezes para não nos enganarmos e por aí continuando.
Pois bem, eu preferia não estar a escrever este texto, mas a vida está tão boa para mim como para o Sr. Cavaco Silva e coitadinho se ele não tem dinheiro para pagar as despesas, imaginem eu e mais não sei quantos mil portugueses.
Por isso meus caros, tenho a dizer-vos, se não estão bem do lado dos pobres, arranjem maneira para passar para o lado dos ricos, esses sim têm uma boa vida, mas atenção eles continuam a queixar-se a grande diferença é que não têm de contar os trocos.
Eu não sei o que são vacas gordas e se alguém já provou dessa bela e apetitosa carne mas uma coisa eu tenho a certeza, foi por causa desses ruminantes animais que o país está como está e com certeza vos afirmo que nós, geração dos 20 não voltaremos a ver tais exemplares por essas pradarias fora, assim sendo, temos duas opções, ou nos acostumamos á vida dura que temos pela frente ou então emigramos, no entanto atenção á escolha do destino pois não me parece que andem por ai muitos países com belos prados para vacas, ou então sigam mesmo a lógica e procurem na India, pelo menos lá vacas é o que não faltam, visto serem animais protegidos.
Foi muito agradável partilhar estes momentos com vocês, uma boa continuação de procura de emprego (o “bom trabalho” está fora de moda).
Eu nuca tive a sorte de viver em tal época de vacas gordas pelo menos no que toca a vida profissional e por isso estou acostumado ao normal da sociedade portuguesa actual, não que me rege pelo lema “temos de aguentar tudo e todos porque não arranjamos melhor” mas sim faço um esforço para sobreviver nesta selva que se tornou a procura de emprego.
Não é fácil, nada fácil mesmo, e se nos primeiros dias é tudo muito bom estar em casa a passar umas boas férias, com o passar do tempo vem também as preocupações, de não ter nada para fazer, de não ter dinheiro para pagar as contas, de ter de pensar em todas as despesas uma, duas e vinte vezes para não nos enganarmos e por aí continuando.
Pois bem, eu preferia não estar a escrever este texto, mas a vida está tão boa para mim como para o Sr. Cavaco Silva e coitadinho se ele não tem dinheiro para pagar as despesas, imaginem eu e mais não sei quantos mil portugueses.
Por isso meus caros, tenho a dizer-vos, se não estão bem do lado dos pobres, arranjem maneira para passar para o lado dos ricos, esses sim têm uma boa vida, mas atenção eles continuam a queixar-se a grande diferença é que não têm de contar os trocos.
Eu não sei o que são vacas gordas e se alguém já provou dessa bela e apetitosa carne mas uma coisa eu tenho a certeza, foi por causa desses ruminantes animais que o país está como está e com certeza vos afirmo que nós, geração dos 20 não voltaremos a ver tais exemplares por essas pradarias fora, assim sendo, temos duas opções, ou nos acostumamos á vida dura que temos pela frente ou então emigramos, no entanto atenção á escolha do destino pois não me parece que andem por ai muitos países com belos prados para vacas, ou então sigam mesmo a lógica e procurem na India, pelo menos lá vacas é o que não faltam, visto serem animais protegidos.
Foi muito agradável partilhar estes momentos com vocês, uma boa continuação de procura de emprego (o “bom trabalho” está fora de moda).
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28 fevereiro, 2012
1985 for ever
Quando era mais novo comprava pastilhas elásticas por 5 (cinco) escudo, e actualmente, mesmo não comprando tantas quando compro, as mesmas custam 5 (cinco) cêntimos, claro está que agora até ganho para mim e cinco cêntimos não me custa muito, no entanto há algo mais importante a reter do que a inflação dos preços, e este é realmente aquilo que não gosto.
Em 2002, a chamada moeda única entrou em vigor em Portugal, e eu até gosto do Euro, ou melhor, esteticamente, até são moedas e notas bonitas, no entanto o problema é que elas servem para bem mais do que enfeitar, e por isso tenho de pensar mais na sua principal função, a de troca comercial, e quanto a isto não gosto nada da mudança Escudo/Euro, tudo porque como puderam perceber não só pelo meu exemplo mas também porque vivem no mesmo mundo do que eu, o Euro só veio prejudicar a economia portuguesa e por mais que pense não encontro uma vantagem de termos aderido a uma tal moeda única que de único tem pouco, só mesmo o nome.
Recuando um pouco mais posso perceber que antes da adesão á moeda única Portugal já havia cometido um outro erro, o da adesão á comunidade europeia, e quanto a isso, eu não posso exemplificar pois são coisas de outros tempos, mas pelo que tenho visto e ouvido, Portugal era um país bem mais equilibrado antes de se juntar a uns tantos países supostamente com o intuito de criar uma união forte e focalizada em destronar a grande potência de seu nome “ESTADOS UNIDOS da América”, o grande problema é que nesta suposta união existe já um registo histórico impossível de apagar e que torna todo este processo de unificação uma utopia, e como se pode ver com os acontecimentos actuais, é impossível existir uma união de países quando dois deles tem soberania perante os outros, portanto acho que não há muito a fazer, esta suposta união nunca vai resultar.
Destas duas más experiencias de Portugal temos de retirar uma importante lição, a de que não vale a pena todo o esforço por algo que está condenado desde o início. E quanto á minha opinião caso este assunto fosse a referendo eu votaria a favor da saída de Portugal destas duas farsas que os políticos europeus teimam em manter.
Em 2002, a chamada moeda única entrou em vigor em Portugal, e eu até gosto do Euro, ou melhor, esteticamente, até são moedas e notas bonitas, no entanto o problema é que elas servem para bem mais do que enfeitar, e por isso tenho de pensar mais na sua principal função, a de troca comercial, e quanto a isto não gosto nada da mudança Escudo/Euro, tudo porque como puderam perceber não só pelo meu exemplo mas também porque vivem no mesmo mundo do que eu, o Euro só veio prejudicar a economia portuguesa e por mais que pense não encontro uma vantagem de termos aderido a uma tal moeda única que de único tem pouco, só mesmo o nome.
Recuando um pouco mais posso perceber que antes da adesão á moeda única Portugal já havia cometido um outro erro, o da adesão á comunidade europeia, e quanto a isso, eu não posso exemplificar pois são coisas de outros tempos, mas pelo que tenho visto e ouvido, Portugal era um país bem mais equilibrado antes de se juntar a uns tantos países supostamente com o intuito de criar uma união forte e focalizada em destronar a grande potência de seu nome “ESTADOS UNIDOS da América”, o grande problema é que nesta suposta união existe já um registo histórico impossível de apagar e que torna todo este processo de unificação uma utopia, e como se pode ver com os acontecimentos actuais, é impossível existir uma união de países quando dois deles tem soberania perante os outros, portanto acho que não há muito a fazer, esta suposta união nunca vai resultar.
Destas duas más experiencias de Portugal temos de retirar uma importante lição, a de que não vale a pena todo o esforço por algo que está condenado desde o início. E quanto á minha opinião caso este assunto fosse a referendo eu votaria a favor da saída de Portugal destas duas farsas que os políticos europeus teimam em manter.
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27 fevereiro, 2012
Crises de meia idade
Em conversa de circunstância é inevitável chegar-se ao tema “crise” o que só por si mostra os difíceis dias que vivemos, no entanto este tema é de uma simplicidade discutível mais simples do que realmente é.
E como eu sou uma pessoa preocupada com o bem deste país e dos seus habitantes também tenho a minha opinião segura por uma teoria que tenho de compartilhar com vossemecês.
“Ah e tal este governo é sempre a apertar e a cortar as reformas dos idosos que trabalharam tantos anos a pensar que depois teriam uma vida feliz e contente e agora têm de privar de muitas das coisas básicas.”
Pois eu também compreendo que sejam tempos difíceis e os senhores “velhinhos” deviam ter direito a mais algumas comodidades, no entanto meus senhores, se queriam tal vida, tivessem pensado nisso antes, enquanto trabalhavam e todo o dinheiro era bem-vindo mesmo que não fosse declarado.
Não é que eu seja uma pessoa insensível, mas já me prenunciei muitas vezes perante quem me quis ouvir, que eu não me importo de contar os meus trocos e pagar a minha parte desta crise, portanto, façam-me um favor e não queiram que eu pague a minha e a vossa parte até porque eu apenas desconto á pouco mais de um ano isto quer dizer, que posso até ter alguma culpa pelo período antecedente a este mas não sou o culpado por certos senhores que andaram 20, 30 ou mesmo 40 anos a enganar o estado e as contas públicas.
Assim sendo, eu aconselho a fazermos o seguinte, nós, jovens, no qual me incluo começamos a fazer as coisas como devem de ser para que um dia alguém não nos insulte como eu vou fazer a seguir, e senhores, supostamente adultos, paguem aquilo que pertence ao estado já á muitos anos e não abram a boquinha porque falar é muito fácil, o difícil é não ser-se culpado.
Um outro ponto que deve ser expresso aqui é a escolha partidária, á qual eu não me incluo, mas que também tenho uma opinião.
Então não é que agora eu vejo por aí muitos senhores e senhora sem o mínimo sentido de oportunidade de fechar a boca, isto tudo porque, desde que entrou um certo senhor de seu nome Passos Coelho para o governo, é tudo a mandar bitaites que ele é este e é aquele mas ninguém de lembra que este senhor tem tanta culpa como todos nós, portanto deixem as pequenas coisas e preocupem-se com o que realmente interessa.
E como eu sou uma pessoa preocupada com o bem deste país e dos seus habitantes também tenho a minha opinião segura por uma teoria que tenho de compartilhar com vossemecês.
“Ah e tal este governo é sempre a apertar e a cortar as reformas dos idosos que trabalharam tantos anos a pensar que depois teriam uma vida feliz e contente e agora têm de privar de muitas das coisas básicas.”
Pois eu também compreendo que sejam tempos difíceis e os senhores “velhinhos” deviam ter direito a mais algumas comodidades, no entanto meus senhores, se queriam tal vida, tivessem pensado nisso antes, enquanto trabalhavam e todo o dinheiro era bem-vindo mesmo que não fosse declarado.
Não é que eu seja uma pessoa insensível, mas já me prenunciei muitas vezes perante quem me quis ouvir, que eu não me importo de contar os meus trocos e pagar a minha parte desta crise, portanto, façam-me um favor e não queiram que eu pague a minha e a vossa parte até porque eu apenas desconto á pouco mais de um ano isto quer dizer, que posso até ter alguma culpa pelo período antecedente a este mas não sou o culpado por certos senhores que andaram 20, 30 ou mesmo 40 anos a enganar o estado e as contas públicas.
Assim sendo, eu aconselho a fazermos o seguinte, nós, jovens, no qual me incluo começamos a fazer as coisas como devem de ser para que um dia alguém não nos insulte como eu vou fazer a seguir, e senhores, supostamente adultos, paguem aquilo que pertence ao estado já á muitos anos e não abram a boquinha porque falar é muito fácil, o difícil é não ser-se culpado.
Um outro ponto que deve ser expresso aqui é a escolha partidária, á qual eu não me incluo, mas que também tenho uma opinião.
Então não é que agora eu vejo por aí muitos senhores e senhora sem o mínimo sentido de oportunidade de fechar a boca, isto tudo porque, desde que entrou um certo senhor de seu nome Passos Coelho para o governo, é tudo a mandar bitaites que ele é este e é aquele mas ninguém de lembra que este senhor tem tanta culpa como todos nós, portanto deixem as pequenas coisas e preocupem-se com o que realmente interessa.
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24 fevereiro, 2012
Ah e tal é justiça
Ah e tal porque a segurança dos cidadãos está acima de tudo e nós temos de fazer o nosso trabalho.
Isto poderia muito bem ser uma desculpa de um agente da autoridade depois de questionado porque é que muitas vezes eles não se afastam da confusão.
Um dia destes vi na televisão um grupo de pessoas extremamente indignados com uma outra que por acaso não foi possível visualizar, no entanto, estas estavam tão zangadas que verbalizavam tudo o que sentiam em palavras feias que por acaso não me apetece reproduzir aqui.
Isto é uma típica história á porta de um tribunal que muitas vezes se repete pelo nosso belo país, no entanto, eu tenho a dizer, meus senhores, não adianta vocês estarem a insultar quem quer que seja, pensem comigo, uma pessoa que rouba, viola, ou mata uma outra pessoa não se preocupa com umas meras palavras saídas da boca de outra porque se assim fosse não cometia tais crimes. Portanto, e se perceberam o meu ponto de vista, façam um favor aos jornalistas e aos telespectadores e não se manifestem de tal maneira.
Atenção, eu não estou com isto a dizer que vossemecês tem de abandonar esse tão belo local publico que são os átrios dos tribunais de Portugal, o que eu sugiro é, por exemplo, enquanto um grupo senhoras se preocupa de distrair as forças de autoridade, vulgo policias, os homens indignados façam uso das vossas capacidades manuais e façam a vossa justiça, canalizem aquela que por vezes é utilizada em vossas mulheres em casa e dêem uma verdadeira sentença a estas pessoas, e com sito, sim, estou a afirmar que sou de acordo com a justiça pelas próprias mão, pois meus caros, uma pessoa que comete tais crimes não é digno de ter comida, cama e roupa lavada, paga por todos nós (portugueses) nas prisões portuguesas, e claro está que depois de tal coisa se tornar um hábito eu penso que a taxa de criminalidade iria reduzir um bom bocado, mas caso esteja enganado, pelo menos o numero de presidiários iria de certeza.
Eu sei que este tipo de medidas é muito radical mas se pensarmos bem, há coisas que não têm perdão e os nossos tribunais têm um grave problema de sentido de justiça.
Isto poderia muito bem ser uma desculpa de um agente da autoridade depois de questionado porque é que muitas vezes eles não se afastam da confusão.
Um dia destes vi na televisão um grupo de pessoas extremamente indignados com uma outra que por acaso não foi possível visualizar, no entanto, estas estavam tão zangadas que verbalizavam tudo o que sentiam em palavras feias que por acaso não me apetece reproduzir aqui.
Isto é uma típica história á porta de um tribunal que muitas vezes se repete pelo nosso belo país, no entanto, eu tenho a dizer, meus senhores, não adianta vocês estarem a insultar quem quer que seja, pensem comigo, uma pessoa que rouba, viola, ou mata uma outra pessoa não se preocupa com umas meras palavras saídas da boca de outra porque se assim fosse não cometia tais crimes. Portanto, e se perceberam o meu ponto de vista, façam um favor aos jornalistas e aos telespectadores e não se manifestem de tal maneira.
Atenção, eu não estou com isto a dizer que vossemecês tem de abandonar esse tão belo local publico que são os átrios dos tribunais de Portugal, o que eu sugiro é, por exemplo, enquanto um grupo senhoras se preocupa de distrair as forças de autoridade, vulgo policias, os homens indignados façam uso das vossas capacidades manuais e façam a vossa justiça, canalizem aquela que por vezes é utilizada em vossas mulheres em casa e dêem uma verdadeira sentença a estas pessoas, e com sito, sim, estou a afirmar que sou de acordo com a justiça pelas próprias mão, pois meus caros, uma pessoa que comete tais crimes não é digno de ter comida, cama e roupa lavada, paga por todos nós (portugueses) nas prisões portuguesas, e claro está que depois de tal coisa se tornar um hábito eu penso que a taxa de criminalidade iria reduzir um bom bocado, mas caso esteja enganado, pelo menos o numero de presidiários iria de certeza.
Eu sei que este tipo de medidas é muito radical mas se pensarmos bem, há coisas que não têm perdão e os nossos tribunais têm um grave problema de sentido de justiça.
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22 fevereiro, 2012
Ideias
Olá a todos.
Espero que esteja tudo bem com vocês, que não tenham ficado sem subsidio de natal e sem dia de carnaval, caso tenham ficado, tenho a agradecer-vos pelo gesto tão nobre para com aqueles que nem subsidio receberam, por outro lado, muitos parabéns, pois de ficaram sem ele ou parte dele é sinal que recebem mais do que a maioria da população portuguesa, já viram, bem bom.
Pois eu tenho estado num retiro espiritual em busca de algumas respostas às questões que eu mesmo me coloco e como até agora não obtive muitas, irei continuar a dar voz às minhas epifanias.
Vamos ao que interessa.
Um dia acordei, sim eu costumo acordar em alguns dias, e quando não foi o meu espanto quando percebo que estava desempregado, que tragédia. Que vou eu fazer? Pensei. Enquanto procurava por uma solução brilhante para o meu problema ocorreu-me ligar a televisão e saber das novidades do meu país e do mundo, nisto percebo que algo de muito trágico estava prestes a acontecer, e foi nesse mesmo instante que eu percebi que para muito boa gente este ultima natal iria ser pior do que os anteriores, e isto tudo porque alguém se lembrou que nós pessoas comuns não temos direito a um subsídio de natal.
Eu só tenho a fazer um comentário, devem estar a brincar, não?!
Ora vamos lá pensar um bocadinho, em Janeiro eu trabalho, se tiver emprego, e recebo uma recompensa, se for acima de 485€ já é muito bom, em Fevereiro a mesma coisa, em Março idem aspas, e poderia continuar mas já perceberam a sequencia, agora expliquem-me por que razão, em Dezembro, os ditos operários têm de receber duas vezes a recompensa se trabalham os mesmos dias do que em Janeiro.
Vou ser muito directo com vocês, ide todos á merda, reclamar por uma coisa que não faz sentido nenhum, devem estar a brincar. Se querem ganhar mais façam por merece-lo nos doze meses do ano e não esperem por uma gratificação extra, é por pequenas coisas como esta que o país está como está.
Um conselho, empenhem-se no vosso trabalho e serão gratificados pelo vosso valor não porque alguém se lembrou.
Adjo, Adjo
Espero que esteja tudo bem com vocês, que não tenham ficado sem subsidio de natal e sem dia de carnaval, caso tenham ficado, tenho a agradecer-vos pelo gesto tão nobre para com aqueles que nem subsidio receberam, por outro lado, muitos parabéns, pois de ficaram sem ele ou parte dele é sinal que recebem mais do que a maioria da população portuguesa, já viram, bem bom.
Pois eu tenho estado num retiro espiritual em busca de algumas respostas às questões que eu mesmo me coloco e como até agora não obtive muitas, irei continuar a dar voz às minhas epifanias.
Vamos ao que interessa.
Um dia acordei, sim eu costumo acordar em alguns dias, e quando não foi o meu espanto quando percebo que estava desempregado, que tragédia. Que vou eu fazer? Pensei. Enquanto procurava por uma solução brilhante para o meu problema ocorreu-me ligar a televisão e saber das novidades do meu país e do mundo, nisto percebo que algo de muito trágico estava prestes a acontecer, e foi nesse mesmo instante que eu percebi que para muito boa gente este ultima natal iria ser pior do que os anteriores, e isto tudo porque alguém se lembrou que nós pessoas comuns não temos direito a um subsídio de natal.
Eu só tenho a fazer um comentário, devem estar a brincar, não?!
Ora vamos lá pensar um bocadinho, em Janeiro eu trabalho, se tiver emprego, e recebo uma recompensa, se for acima de 485€ já é muito bom, em Fevereiro a mesma coisa, em Março idem aspas, e poderia continuar mas já perceberam a sequencia, agora expliquem-me por que razão, em Dezembro, os ditos operários têm de receber duas vezes a recompensa se trabalham os mesmos dias do que em Janeiro.
Vou ser muito directo com vocês, ide todos á merda, reclamar por uma coisa que não faz sentido nenhum, devem estar a brincar. Se querem ganhar mais façam por merece-lo nos doze meses do ano e não esperem por uma gratificação extra, é por pequenas coisas como esta que o país está como está.
Um conselho, empenhem-se no vosso trabalho e serão gratificados pelo vosso valor não porque alguém se lembrou.
Adjo, Adjo
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29 novembro, 2011
Vidas parte10
Enquanto ela terminava de preparar o jantar eu sentei-me na mesa da cozinha de mãos a segurar a cabeça. Aquela visão era tão familiar quanto a sua presença mas tudo na minha cabeça era agora um mar de confusão e eu sem saber o que pensar procurava as palavras certas para lhe contar da proposta que recebera.
Jantar na mesa e ambos sentados frente a frente lá me vou satisfazendo com aquele maravilhoso jantar, eu sempre gostei dos seus cozinhados, enquanto isso ela utilizava discursos cliché para meter conversa comigo, mas para mim era um dia de difícil comunicação e sem que ela ainda tivesse percebido eu estava focado num outro assunto.
Em tempos idos a sua companhia era o suficiente para me encher os olhos e tudo o resto, mas naquele dia nem isso me completava, não pela mudança de sentimento mas sim pela situação que havia mudado.
Respirando fundo resolvi que tinha mesmo de falar sobre aquilo que me ia na cabeça, eu não poderia esconder muito mais e assim, depois de um suspiro a minha voz uniu-se em uníssono e eu praguejei.
-Preciso mesmo de falar contigo.
-Sim, já me tinhas dito e eu já percebi que é importante, diz lá.
-Sim é de facto muito importante, mas independentemente de tudo e do quão bom isto pode ser para mim não deixa de ser difícil de me exprimir.
-Ui, ui, é mesmo sério.
-Não me interrompas por favor, o que se passa é que hoje tive um dia diferente começando pelo café contigo e depois lá no trabalho.
-Diferente? Comigo porquê?
-Sabes bem que já não tomamos café juntos á muito tempo e que desde a muito que não nos víamos.
-Sim, já algum tempo, mas isso não quer dizer que sejamos estranhos.
-Claro que não somos. Adiante.
-Então e no trabalho o que se passou?
-Bem isso é a parte difícil. Sabes que eu adoro o que faço e sabes que tenho objectivos de vida e que estou disposto a tudo para os atingir.
-Sim, e eu concordo com a tua ideologia, bem sabes. Mas não percebo o que isso tem assim de tão complicado.
-O complicado vem agora. Hoje na hora de almoço foi obrigado a almoçar com o patrão e ele propôs-me mudanças.
-Não me digas que a crise já chegou á empresa.
-Não, eu também pensei nisso inicialmente, mas a ideia dele era diferente.
-Epah desembucha.
-Eu vou ser directo. Ele quer que eu vá gerir um novo gabinete programação.
-Mas isso é óptimo, é o teu objectivo não é!
-Sim mas não estava a espera disso tão cedo.
-Melhor ainda, é sinal que eles te valorizam.
-Sim eu sei, mas o problema é que eu ainda não te contei tudo.
-Mais?!
-Sim, o grande problema desta proposta é a deslocação.
-Deslocação?! Para onde.
-Seul, Coreia
-Mas isso é do outro lado do mundo.
-Sim é. A Coreia está a evoluir muito na electrónica e a empresa achou que seria benéfico trabalhar perto deles, afinal de contas eles precisão de nós. Então fizeram uma parceria e vão abrir um novo gabinete lá.
-Sim compreendo. Mas …
-Eu ainda não tomei nenhuma decisão mas a proposta é tentadora, além do mais tenho pouco que me prenda cá.
-Então e eu?! Interrogou ela aumentando o tom e com um brilho diferente nos olhos.
-Tu…
-Nós ainda somos casados, não podes ir assim embora.
-Sim eu não me esqueço disso, muito menos tencionava ir sem te consultar, mas como sabes saíste de casa quase a três semanas e nunca mais falamos.
-Sim eu sei, mas precisava de tempo.
-Precisavas tu mas eu não, de passar pelo que passei.
-Desculpa mas só percebi que me fazias falta depois de te deixar, tenho andado a ganhar coragem para to dizer.
-Três semanas é muito tempo, não sabes o que passei.
-Pois não sei, mas eu também passei por muito e não quero continuar assim, por isso vim cá hoje.
-Vieste cá mas isso não resolve nada, muito menos nesta situação agora.
-Mas eu preciso de ti, não podes ir agora embora.
-Eu também preciso de ti tal como precisei de ti nestas ultimas semanas, mas todo este tempo fez-me pensar que devo seguir aquilo que sempre ambicionei.
-Então já tomaste a tua decisão!
-Não mas vou tomar e a Coreia parece-me bom para um novo começo.
-Está bem podes ir!
-Posso?! Assim?! Não me vais tentar fazer mudar de ideias?!
-Não, tenho só uma condição.
-Diz lá.
-Se vais eu também vou, e isto não é opcional!
FIM
by M.
Jantar na mesa e ambos sentados frente a frente lá me vou satisfazendo com aquele maravilhoso jantar, eu sempre gostei dos seus cozinhados, enquanto isso ela utilizava discursos cliché para meter conversa comigo, mas para mim era um dia de difícil comunicação e sem que ela ainda tivesse percebido eu estava focado num outro assunto.
Em tempos idos a sua companhia era o suficiente para me encher os olhos e tudo o resto, mas naquele dia nem isso me completava, não pela mudança de sentimento mas sim pela situação que havia mudado.
Respirando fundo resolvi que tinha mesmo de falar sobre aquilo que me ia na cabeça, eu não poderia esconder muito mais e assim, depois de um suspiro a minha voz uniu-se em uníssono e eu praguejei.
-Preciso mesmo de falar contigo.
-Sim, já me tinhas dito e eu já percebi que é importante, diz lá.
-Sim é de facto muito importante, mas independentemente de tudo e do quão bom isto pode ser para mim não deixa de ser difícil de me exprimir.
-Ui, ui, é mesmo sério.
-Não me interrompas por favor, o que se passa é que hoje tive um dia diferente começando pelo café contigo e depois lá no trabalho.
-Diferente? Comigo porquê?
-Sabes bem que já não tomamos café juntos á muito tempo e que desde a muito que não nos víamos.
-Sim, já algum tempo, mas isso não quer dizer que sejamos estranhos.
-Claro que não somos. Adiante.
-Então e no trabalho o que se passou?
-Bem isso é a parte difícil. Sabes que eu adoro o que faço e sabes que tenho objectivos de vida e que estou disposto a tudo para os atingir.
-Sim, e eu concordo com a tua ideologia, bem sabes. Mas não percebo o que isso tem assim de tão complicado.
-O complicado vem agora. Hoje na hora de almoço foi obrigado a almoçar com o patrão e ele propôs-me mudanças.
-Não me digas que a crise já chegou á empresa.
-Não, eu também pensei nisso inicialmente, mas a ideia dele era diferente.
-Epah desembucha.
-Eu vou ser directo. Ele quer que eu vá gerir um novo gabinete programação.
-Mas isso é óptimo, é o teu objectivo não é!
-Sim mas não estava a espera disso tão cedo.
-Melhor ainda, é sinal que eles te valorizam.
-Sim eu sei, mas o problema é que eu ainda não te contei tudo.
-Mais?!
-Sim, o grande problema desta proposta é a deslocação.
-Deslocação?! Para onde.
-Seul, Coreia
-Mas isso é do outro lado do mundo.
-Sim é. A Coreia está a evoluir muito na electrónica e a empresa achou que seria benéfico trabalhar perto deles, afinal de contas eles precisão de nós. Então fizeram uma parceria e vão abrir um novo gabinete lá.
-Sim compreendo. Mas …
-Eu ainda não tomei nenhuma decisão mas a proposta é tentadora, além do mais tenho pouco que me prenda cá.
-Então e eu?! Interrogou ela aumentando o tom e com um brilho diferente nos olhos.
-Tu…
-Nós ainda somos casados, não podes ir assim embora.
-Sim eu não me esqueço disso, muito menos tencionava ir sem te consultar, mas como sabes saíste de casa quase a três semanas e nunca mais falamos.
-Sim eu sei, mas precisava de tempo.
-Precisavas tu mas eu não, de passar pelo que passei.
-Desculpa mas só percebi que me fazias falta depois de te deixar, tenho andado a ganhar coragem para to dizer.
-Três semanas é muito tempo, não sabes o que passei.
-Pois não sei, mas eu também passei por muito e não quero continuar assim, por isso vim cá hoje.
-Vieste cá mas isso não resolve nada, muito menos nesta situação agora.
-Mas eu preciso de ti, não podes ir agora embora.
-Eu também preciso de ti tal como precisei de ti nestas ultimas semanas, mas todo este tempo fez-me pensar que devo seguir aquilo que sempre ambicionei.
-Então já tomaste a tua decisão!
-Não mas vou tomar e a Coreia parece-me bom para um novo começo.
-Está bem podes ir!
-Posso?! Assim?! Não me vais tentar fazer mudar de ideias?!
-Não, tenho só uma condição.
-Diz lá.
-Se vais eu também vou, e isto não é opcional!
FIM
by M.
24 novembro, 2011
Vidas parte9
Nisto mais de uma hora havia passado e eu estava agora consumido pela ideia de poder abraçar um projecto que sempre sonhei e enquanto isso eu não pensava em nada mais.
Voltei de novo ao meu mundo esquecendo tudo o resto mas desta feita nem este me conseguia prender a atenção, aquela notícia era boa demais para me fazer esquecer nem que pelos breves momentos, no entanto o meu trabalho está acima de tudo e se aqui cheguei foi pelo facto de sempre me emprenhar e nem mesmo naquele momento eu tinha uma justificação plausível para não fazer aquilo que me compete e abstrai-me de todo aquele encanto e comecei aquilo que faço melhor.
A tarde passou e eu só regressei á realidade já a noite tinha caído e estava agora exausto mas como sempre feliz, afinal de contas não é todos os dias que se faz aquilo de que mais se gosta.
Preparei-me para abandonar a empresa e meter pés ao caminho, a minha casa era o meu destino mas o caminho que tinha de percorrer era ainda um desafio para a minha mente que iria sem duvida penetrar-se no assunto do dia.
Enquanto percorria o caminho de sempre, quase de olhos fechados, e eu tinha muito para avaliar, entre vantagens e desvantagens eu não poderia tomar uma decisão sem pensar em tudo isso.
Dizem muitas vezes que a melhor maneira de resolver os problemas é fugir de perto deles e se antes eu discordava com essa resolução dos problemas eu estava agora preparado para fazer o mesmo, depois do que se tinha tornado a minha vida eu estava disposto a deixar tudo para trás e correr atrás de um outro sonho.
Não tardei a chegar a casa, aproximo-me da porta e insiro a chave, rodo-a esperando um mundo igual ao de sempre, mas algo estava diferente, ao abrir calmamente aquela porta eu foi inundado por uma luz imensa e de repente pensei, bolas, esqueci-me de apagar as luzes, mas esse pensamento foi interrompido por uma visão diferente do normal, uns sapatos de mulher mesmo á porta algo que não é por habito meu ter e pensei para comigo, há aqui algo que não está bem, e nesse momento percebi tudo quando uma bela mulher aparece na porta da sala.
-O que estás aqui a fazer? Perguntei.
-Combinamos encontrarmo-nos aqui! Lembras-te?!
-Sim claro que sim, mas era só as oito e meia! – Tinha-me esquecido completamente disso mas nada justificava ela estar lá em casa.
-Sim combinamos mas eu pensei que podia fazer o jantar e como ainda tenho a chave cá de casa resolvi fazer-te uma surpresa.
-Humm, está bem, mas podias ter-me perguntado primeiro.
-Mas assim deixava de ser surpresa.
-Como queiras. Já fizeste o jantar? Estou cheio de fome e tenho uma coisa para te contar.
by M.
Voltei de novo ao meu mundo esquecendo tudo o resto mas desta feita nem este me conseguia prender a atenção, aquela notícia era boa demais para me fazer esquecer nem que pelos breves momentos, no entanto o meu trabalho está acima de tudo e se aqui cheguei foi pelo facto de sempre me emprenhar e nem mesmo naquele momento eu tinha uma justificação plausível para não fazer aquilo que me compete e abstrai-me de todo aquele encanto e comecei aquilo que faço melhor.
A tarde passou e eu só regressei á realidade já a noite tinha caído e estava agora exausto mas como sempre feliz, afinal de contas não é todos os dias que se faz aquilo de que mais se gosta.
Preparei-me para abandonar a empresa e meter pés ao caminho, a minha casa era o meu destino mas o caminho que tinha de percorrer era ainda um desafio para a minha mente que iria sem duvida penetrar-se no assunto do dia.
Enquanto percorria o caminho de sempre, quase de olhos fechados, e eu tinha muito para avaliar, entre vantagens e desvantagens eu não poderia tomar uma decisão sem pensar em tudo isso.
Dizem muitas vezes que a melhor maneira de resolver os problemas é fugir de perto deles e se antes eu discordava com essa resolução dos problemas eu estava agora preparado para fazer o mesmo, depois do que se tinha tornado a minha vida eu estava disposto a deixar tudo para trás e correr atrás de um outro sonho.
Não tardei a chegar a casa, aproximo-me da porta e insiro a chave, rodo-a esperando um mundo igual ao de sempre, mas algo estava diferente, ao abrir calmamente aquela porta eu foi inundado por uma luz imensa e de repente pensei, bolas, esqueci-me de apagar as luzes, mas esse pensamento foi interrompido por uma visão diferente do normal, uns sapatos de mulher mesmo á porta algo que não é por habito meu ter e pensei para comigo, há aqui algo que não está bem, e nesse momento percebi tudo quando uma bela mulher aparece na porta da sala.
-O que estás aqui a fazer? Perguntei.
-Combinamos encontrarmo-nos aqui! Lembras-te?!
-Sim claro que sim, mas era só as oito e meia! – Tinha-me esquecido completamente disso mas nada justificava ela estar lá em casa.
-Sim combinamos mas eu pensei que podia fazer o jantar e como ainda tenho a chave cá de casa resolvi fazer-te uma surpresa.
-Humm, está bem, mas podias ter-me perguntado primeiro.
-Mas assim deixava de ser surpresa.
-Como queiras. Já fizeste o jantar? Estou cheio de fome e tenho uma coisa para te contar.
by M.
22 novembro, 2011
Vidas parte8
-Sim, hoje tem companhia para almoço – disse ela do outro lado do balcão.
Sem qualquer alternativa de fuga, aceitei prontamente aquele cenário sem saber ainda quem seria a minha companhia. Momentos depois um grupo de indivíduos vem na minha direcção, mas aparentemente todos desconhecidos á excepção do patrão e este não tarda a direccionar o seu olhar na minha direcção acompanhado de algumas palavras.
- P. Vens connosco almoçar, temos uns assuntos importantes para tratar e preciso de uma opinião.
-Sem pestanejar aceitei – pensado bem, eu não tinha nada melhor para fazer naquelas horas mortas, se não acompanhar a minha solidão.
Obviamente eu sabia que seria uma reunião de negócios, pois a restante companhia apresentava-se de fato e gravata e a característica mala na mão, contudo eu não sabia o intuito de eu ser o chamado, pois em caso algo, eu fora chamado anteriormente. Com todas estas questões a viajar na minha cabeça eu começava a sentir-me curioso e aguardava por uma explicação plausível.
Deixamos a empresa e pouco depois estávamos já sentados nos dos melhores restaurantes da cidade e dei por mim a pensar que efectivamente aquela reunião tinha um objectivo e eu começava a sentir medo por esse mesmo.
A conversa começou sem muito formalismo mas a seu tempo começou a mudar de tema, tinha-mos nós já acabado de a refeição e agora já acompanhados por um whisky em cima da mesa a fazer jus á minha imaginação de reunião de negócios.
-P. eu sei que trabalhas connosco á relativamente pouco tempo, no então teremos de fazer alterações na tua carreira.
Dito isto, eu paralisei e foi como se alguma palavra tivesse fugido daquela frase pois não fazia sentido, eu sempre fora um colaborador importante e não previa isto, e nisto questionei-me se seria a possível que a mudança recente da minha vida que fizera com que o meu rendimento não fosse suficiente, no entanto mantive o sangue frio e questionei.
-Alterações? Como assim?
-Não me interpretes mal P., tu sabes que és um membro importante e sabes o valor que tens naquilo que fazemos.
-Sim eu sei, por isso é que me está a confundir, o que pretende afinal?
-Embora tu sejas uma peça importante aqui na empresa, nós vamos ter de abdicar de ti.
O meu mundo desmoronou-se e o sonho de uma vida, da minha vida, foi atrás.
-Calma P., isto não é um despedimento.
Aquelas palavras pouco ou nada amenizaram aquilo que sentia, mas ele continuou.
-Estas pessoas que estão aqui connosco fazem agora parte da empresa, são novos investidores para uma nova filial em que estamos a trabalhar, e precisamos de alguém como tu para liderar esse projecto.
Agora tudo fazia sentido na minha cabeça mas eu continuava sem pronunciar uma palavra pois eu sabia que toda aquela operação de charme não era uma simples deslocação de trabalho.
-Bom, não vale a pena estar com muitos rodeios, nós queremos que tu sejas o gestor de programação do novo projecto e vais ter a teu cargo alguns bons programadores, no entanto esta proposta tem um senão.
Todas as palavras ditas por ele me deixaram encantado e tornar-me gestor era o que ambicionava á muito, no entanto eu não esperava que fosse tão cedo, e começava a imaginar uma nova vida esquecendo a sua última palavra, no entanto ele fez questão de me chamar á realidade.
-O senão desta proposta é que a nova filial é na Coreia, mais propriamente Seul na Coreia do norte.
Fiquem sem palavras. Mas a proposta não me desagradava, no entanto esta é uma decisão que tenho de tomar comigo próprio. E foi o que sugeri.
-Preciso de pensar nisso, não posso aceitar assim.
-Claro que sim, estás a vontade, dá a tua resposta assim que te decidas.
-Assim o farei – respondi, começando já a orientar as minhas ideias, mas numa coisa eu teria de concordar, esta oportunidade não poderia ter vindo em melhor altura atendendo á minha recente mudança de vida.
by M.
Sem qualquer alternativa de fuga, aceitei prontamente aquele cenário sem saber ainda quem seria a minha companhia. Momentos depois um grupo de indivíduos vem na minha direcção, mas aparentemente todos desconhecidos á excepção do patrão e este não tarda a direccionar o seu olhar na minha direcção acompanhado de algumas palavras.
- P. Vens connosco almoçar, temos uns assuntos importantes para tratar e preciso de uma opinião.
-Sem pestanejar aceitei – pensado bem, eu não tinha nada melhor para fazer naquelas horas mortas, se não acompanhar a minha solidão.
Obviamente eu sabia que seria uma reunião de negócios, pois a restante companhia apresentava-se de fato e gravata e a característica mala na mão, contudo eu não sabia o intuito de eu ser o chamado, pois em caso algo, eu fora chamado anteriormente. Com todas estas questões a viajar na minha cabeça eu começava a sentir-me curioso e aguardava por uma explicação plausível.
Deixamos a empresa e pouco depois estávamos já sentados nos dos melhores restaurantes da cidade e dei por mim a pensar que efectivamente aquela reunião tinha um objectivo e eu começava a sentir medo por esse mesmo.
A conversa começou sem muito formalismo mas a seu tempo começou a mudar de tema, tinha-mos nós já acabado de a refeição e agora já acompanhados por um whisky em cima da mesa a fazer jus á minha imaginação de reunião de negócios.
-P. eu sei que trabalhas connosco á relativamente pouco tempo, no então teremos de fazer alterações na tua carreira.
Dito isto, eu paralisei e foi como se alguma palavra tivesse fugido daquela frase pois não fazia sentido, eu sempre fora um colaborador importante e não previa isto, e nisto questionei-me se seria a possível que a mudança recente da minha vida que fizera com que o meu rendimento não fosse suficiente, no entanto mantive o sangue frio e questionei.
-Alterações? Como assim?
-Não me interpretes mal P., tu sabes que és um membro importante e sabes o valor que tens naquilo que fazemos.
-Sim eu sei, por isso é que me está a confundir, o que pretende afinal?
-Embora tu sejas uma peça importante aqui na empresa, nós vamos ter de abdicar de ti.
O meu mundo desmoronou-se e o sonho de uma vida, da minha vida, foi atrás.
-Calma P., isto não é um despedimento.
Aquelas palavras pouco ou nada amenizaram aquilo que sentia, mas ele continuou.
-Estas pessoas que estão aqui connosco fazem agora parte da empresa, são novos investidores para uma nova filial em que estamos a trabalhar, e precisamos de alguém como tu para liderar esse projecto.
Agora tudo fazia sentido na minha cabeça mas eu continuava sem pronunciar uma palavra pois eu sabia que toda aquela operação de charme não era uma simples deslocação de trabalho.
-Bom, não vale a pena estar com muitos rodeios, nós queremos que tu sejas o gestor de programação do novo projecto e vais ter a teu cargo alguns bons programadores, no entanto esta proposta tem um senão.
Todas as palavras ditas por ele me deixaram encantado e tornar-me gestor era o que ambicionava á muito, no entanto eu não esperava que fosse tão cedo, e começava a imaginar uma nova vida esquecendo a sua última palavra, no entanto ele fez questão de me chamar á realidade.
-O senão desta proposta é que a nova filial é na Coreia, mais propriamente Seul na Coreia do norte.
Fiquem sem palavras. Mas a proposta não me desagradava, no entanto esta é uma decisão que tenho de tomar comigo próprio. E foi o que sugeri.
-Preciso de pensar nisso, não posso aceitar assim.
-Claro que sim, estás a vontade, dá a tua resposta assim que te decidas.
-Assim o farei – respondi, começando já a orientar as minhas ideias, mas numa coisa eu teria de concordar, esta oportunidade não poderia ter vindo em melhor altura atendendo á minha recente mudança de vida.
by M.
21 novembro, 2011
Vidas parte7
Tento entrosar-me com o mundo profissional e preencher a minha cabeça com pensamentos úteis e necessários.
Depois de um grande esforço e de algumas tentativas falhadas com vista a iniciar definitivamente o trabalho por aquele dia, consigo alguma concentração para a realizar a minha vontade. O problema era começar, pois sabia que depois de entrar dentro de todo aquele esquema eu conseguiria abstrair-me de tudo o resto.
Não tardei a entrar no meu mundo, aquele que me fascina e pelo qual sempre lutei toda a minha vida.
A informática sempre foi aquilo que mais ambicionei e o sonho pelo qual percorri, era a única alternativa para a minha vida. Mas nem tudo foram mares de rosas, tive de ultrapassar muitos obstáculos até conseguir aquilo que sempre desejei, mas sempre me desembaracei de todos eles, no entanto este momentos que vivia era um dos mais difíceis, talvez pela sua actualidade mas não só.
A minha vida nos últimos dias tinha-se desmoronado e conciliar o grande vazio interior com aquilo que mais gosto de fazer era um grande desafio mas o qual estava disposto a ultrapassar pois o que mais queria acima de tudo era a minha felicidade profissional e conquistar o meu sonho.
A programação não é uma dificuldade, pelo menos para mim, mas isso não significa que eu posso estar ausente de pensamento enquanto a executo e aquilo que menos queria era deitar fora o trabalho de uma vida de esforço.
Enclausurado naquele mundo apenas meu, eu sentia que nada mais me afectava e aqueles problemas estavam atrás da cadeira em que me sentava.
Não tardou até ser interrompido para o almoço, aquelas horas da manhã tinham passado mais uma vez a voar e estava agora na hora de almoço e de deixar de novo o eu mundo e ser absorvido pelos problema da minha vida pessoal.
Ao contrário do que havia dito aquela bela mulher, eu não tinha nada planeado para o almoço e ninguém me aguardava para o almoço a não ser a solidão dos últimos dias que eu tinha a certeza que me iria procurar.
Preparo-me para sair e abandono aquela cadeira mágica que me transporta por mundos distantes. Na saída do edifício uma voz chama por mim, uma voz feminina mas não tão jovial nem terna como a que me abordara de manhã cedo, viro-me na sua direcção enquanto esta me diz.
-Senhor P. não saia já, pediram-me para o impedir de sair já, se não se importa aguarde aqui um momento que eu vou informar que já aqui está – pegando no telefone.
-Senhor ele já aqui está – disse ela para alguém do outro lado e seguidamente desliga o telefone dirigindo-se para mim.
-Só um momento a sua companhia para almoço já aí vem.
-Companhia para almoço?! Retorqui!
by M.
Depois de um grande esforço e de algumas tentativas falhadas com vista a iniciar definitivamente o trabalho por aquele dia, consigo alguma concentração para a realizar a minha vontade. O problema era começar, pois sabia que depois de entrar dentro de todo aquele esquema eu conseguiria abstrair-me de tudo o resto.
Não tardei a entrar no meu mundo, aquele que me fascina e pelo qual sempre lutei toda a minha vida.
A informática sempre foi aquilo que mais ambicionei e o sonho pelo qual percorri, era a única alternativa para a minha vida. Mas nem tudo foram mares de rosas, tive de ultrapassar muitos obstáculos até conseguir aquilo que sempre desejei, mas sempre me desembaracei de todos eles, no entanto este momentos que vivia era um dos mais difíceis, talvez pela sua actualidade mas não só.
A minha vida nos últimos dias tinha-se desmoronado e conciliar o grande vazio interior com aquilo que mais gosto de fazer era um grande desafio mas o qual estava disposto a ultrapassar pois o que mais queria acima de tudo era a minha felicidade profissional e conquistar o meu sonho.
A programação não é uma dificuldade, pelo menos para mim, mas isso não significa que eu posso estar ausente de pensamento enquanto a executo e aquilo que menos queria era deitar fora o trabalho de uma vida de esforço.
Enclausurado naquele mundo apenas meu, eu sentia que nada mais me afectava e aqueles problemas estavam atrás da cadeira em que me sentava.
Não tardou até ser interrompido para o almoço, aquelas horas da manhã tinham passado mais uma vez a voar e estava agora na hora de almoço e de deixar de novo o eu mundo e ser absorvido pelos problema da minha vida pessoal.
Ao contrário do que havia dito aquela bela mulher, eu não tinha nada planeado para o almoço e ninguém me aguardava para o almoço a não ser a solidão dos últimos dias que eu tinha a certeza que me iria procurar.
Preparo-me para sair e abandono aquela cadeira mágica que me transporta por mundos distantes. Na saída do edifício uma voz chama por mim, uma voz feminina mas não tão jovial nem terna como a que me abordara de manhã cedo, viro-me na sua direcção enquanto esta me diz.
-Senhor P. não saia já, pediram-me para o impedir de sair já, se não se importa aguarde aqui um momento que eu vou informar que já aqui está – pegando no telefone.
-Senhor ele já aqui está – disse ela para alguém do outro lado e seguidamente desliga o telefone dirigindo-se para mim.
-Só um momento a sua companhia para almoço já aí vem.
-Companhia para almoço?! Retorqui!
by M.
20 novembro, 2011
Vidas parte6
Por momentos ignorei aquele ruído que se fazia ouvir estridentemente mas depois percebi que este procurava pela minha atenção, procurei o dito objecto por entre os papeis acumulados na minha secretária, enquanto que este não perdia um segundo para chamar a atenção de todos no escritório.
Sem sequer olhar para o monitor aceito a chamada com o receio de que esta seja terminada.
-Sim, bom dia.
-Bom dia? – Questionou uma voz feminina do outro lado.
-Com quem falo? – Perguntei.
-Acabamos de tomar café juntos, já não se diz bom dia.
- Não sabia que eras tu.
-Não me digas que já não tens o meu número.
-Tenho, claro que tenho – confirmando visualmente no monitor – mas como demorei a atender nem vi quem era para não perder tempo.
-Ah ok, estás desculpado!
-Desculpado?! Mas eu não pedi desculpa.
-Não sejas tão rigoroso. Olha estou a ligar-te porque te esqueceste do teu caderno comigo.
-Esqueci?
-Sim. Chama-se a isso, fugir a sete pés de uma mulher.
-Oh, nada disso, estava mesmo com pressa.
-Não faz mal.
-Então como fazemos?
-Fazemos? Como assim?
-Para me devolveres o caderno, faz-me falta.
-Ah sim, estava distraída. Olha podemos almo… - interrompo-a.
-Não posso já tenho coisas combinadas não dá.
Nesse momento fez-se luz na minha cabeça. Agora percebera o que se havia passado. Eu nunca me esqueço de nada que esteja á minha vista, pensei, portanto ela fez de propósito para que eu me esquecesse, sabe muito ela. O meu pensamento foi interrompido.
-Continuas aí?
-Sim, sim estou.
-Deixaste de responder, pensei que não o querias de volta.
-Sim quero, mas é que hoje estou muito ocupado, só saio do trabalho as oito da noite.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa ela, com um tom afirmativo, disse.
-Por mim está perfeito, posso lá em casa as oito e meia para to devolver.
Procuro uma desculpa para evitar tal contacto, mas não encontro fuga possível, tenho de concordar.
-Pronto pode ser.
-Então até logo.
-Até logo – e desliguei. Enquanto a última peça acabava de se encaixar no puzzle.
Ela fez mesmo de propósito, por isso se despediu com um até logo, no café.
Devolvo o telemóvel á secretária repleta de papéis e procuro uma ponta por onde começar, no entanto aquela chamada ainda não tinha terminado na minha cabeça.
by M.
Sem sequer olhar para o monitor aceito a chamada com o receio de que esta seja terminada.
-Sim, bom dia.
-Bom dia? – Questionou uma voz feminina do outro lado.
-Com quem falo? – Perguntei.
-Acabamos de tomar café juntos, já não se diz bom dia.
- Não sabia que eras tu.
-Não me digas que já não tens o meu número.
-Tenho, claro que tenho – confirmando visualmente no monitor – mas como demorei a atender nem vi quem era para não perder tempo.
-Ah ok, estás desculpado!
-Desculpado?! Mas eu não pedi desculpa.
-Não sejas tão rigoroso. Olha estou a ligar-te porque te esqueceste do teu caderno comigo.
-Esqueci?
-Sim. Chama-se a isso, fugir a sete pés de uma mulher.
-Oh, nada disso, estava mesmo com pressa.
-Não faz mal.
-Então como fazemos?
-Fazemos? Como assim?
-Para me devolveres o caderno, faz-me falta.
-Ah sim, estava distraída. Olha podemos almo… - interrompo-a.
-Não posso já tenho coisas combinadas não dá.
Nesse momento fez-se luz na minha cabeça. Agora percebera o que se havia passado. Eu nunca me esqueço de nada que esteja á minha vista, pensei, portanto ela fez de propósito para que eu me esquecesse, sabe muito ela. O meu pensamento foi interrompido.
-Continuas aí?
-Sim, sim estou.
-Deixaste de responder, pensei que não o querias de volta.
-Sim quero, mas é que hoje estou muito ocupado, só saio do trabalho as oito da noite.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa ela, com um tom afirmativo, disse.
-Por mim está perfeito, posso lá em casa as oito e meia para to devolver.
Procuro uma desculpa para evitar tal contacto, mas não encontro fuga possível, tenho de concordar.
-Pronto pode ser.
-Então até logo.
-Até logo – e desliguei. Enquanto a última peça acabava de se encaixar no puzzle.
Ela fez mesmo de propósito, por isso se despediu com um até logo, no café.
Devolvo o telemóvel á secretária repleta de papéis e procuro uma ponta por onde começar, no entanto aquela chamada ainda não tinha terminado na minha cabeça.
by M.
19 novembro, 2011
Vidas parte5
Durante aqueles breves segundos em que a sua voz não se fez ouvir a minha mente arrependia-se de tais palavras, no entanto mantive a minha palavra e por fim ela respondeu.
-Podemos não falar disso?! Temos de falar mas não agora. Preciso unicamente de me sentir bem, algo que não tem acontecido á algum tempo.
-Como queiras. Eu vim apenas aproveitar esta bela vista.
Entretanto o empregado chega-se perto com o meu pedido e aproveitando para satisfazer as vontades da minha companhia. Depois do seu pedido este ausenta-se por mais algum tempo.
Enquanto aguardava que ela me dissesse algo pensava em algo decente para quebrar aquele silêncio.
A sua voz fez-se ouvir.
-Então como tens vivido estes dias?
Respondi-lhe com a quase verdade.
-Como sempre, tenho andado muito ocupado com o trabalho, estamos a terminar um grande projecto e tenho andado sem tempo para mais nada.
-A minha questão era mais virada para a tua vida pessoal.
-Ah desculpa não tinha percebido – engolindo em seco, pois havia percebido logo a sua intenção mas satisfiz a sua vontade continuando com a quase verdade. Não há nada para contar, continuo uma vida normal.
-Humm, está bem então.
Percebi logo que ela não gostara da minha resposta mas neste momento ela não tem nada a ver com isso.
Felizmente somos interrompidos pelo empregado que se apressa a deixar-nos sozinhos de novo, mal ele imaginava que era exactamente o contrário que eu desejava.
Acabando de tomar o meu café e afasto a cadeira onde me sentara, justificando tal acto para com a minha companhia.
-Desculpa não posso ficar mais, como te disse antes, tenho andado com imenso trabalho lá no escritório, tenho de ir.
Olhando primeiramente para o relógio, responde com ar irónico.
-Sim vai lá, não te quero atrasar – e terminou com – até logo.
Questionando-me sobre tal resposta, educadamente respondo de igual modo.
-Até logo.
Viro costas e faço-me ao caminho com uma ligeira sensação que outrora este momento não se passava da mesma maneira.
Tomo novamente o meu caminho em direcção ao destino inicial e tento esquecer aquelas ultimas palavras aproveitando aquele sorridente sol que nascera hoje para me alegrar.
Chego por fim ao destino e apresso-me a organizar as minhas ideias para mais um dia de trabalho intenso com a certeza de que isso me iria fazer abstrair de todo o restante mundo.
E quando estava pronto para começar, sou interrompido pelo meu telemóvel .
by M.
-Podemos não falar disso?! Temos de falar mas não agora. Preciso unicamente de me sentir bem, algo que não tem acontecido á algum tempo.
-Como queiras. Eu vim apenas aproveitar esta bela vista.
Entretanto o empregado chega-se perto com o meu pedido e aproveitando para satisfazer as vontades da minha companhia. Depois do seu pedido este ausenta-se por mais algum tempo.
Enquanto aguardava que ela me dissesse algo pensava em algo decente para quebrar aquele silêncio.
A sua voz fez-se ouvir.
-Então como tens vivido estes dias?
Respondi-lhe com a quase verdade.
-Como sempre, tenho andado muito ocupado com o trabalho, estamos a terminar um grande projecto e tenho andado sem tempo para mais nada.
-A minha questão era mais virada para a tua vida pessoal.
-Ah desculpa não tinha percebido – engolindo em seco, pois havia percebido logo a sua intenção mas satisfiz a sua vontade continuando com a quase verdade. Não há nada para contar, continuo uma vida normal.
-Humm, está bem então.
Percebi logo que ela não gostara da minha resposta mas neste momento ela não tem nada a ver com isso.
Felizmente somos interrompidos pelo empregado que se apressa a deixar-nos sozinhos de novo, mal ele imaginava que era exactamente o contrário que eu desejava.
Acabando de tomar o meu café e afasto a cadeira onde me sentara, justificando tal acto para com a minha companhia.
-Desculpa não posso ficar mais, como te disse antes, tenho andado com imenso trabalho lá no escritório, tenho de ir.
Olhando primeiramente para o relógio, responde com ar irónico.
-Sim vai lá, não te quero atrasar – e terminou com – até logo.
Questionando-me sobre tal resposta, educadamente respondo de igual modo.
-Até logo.
Viro costas e faço-me ao caminho com uma ligeira sensação que outrora este momento não se passava da mesma maneira.
Tomo novamente o meu caminho em direcção ao destino inicial e tento esquecer aquelas ultimas palavras aproveitando aquele sorridente sol que nascera hoje para me alegrar.
Chego por fim ao destino e apresso-me a organizar as minhas ideias para mais um dia de trabalho intenso com a certeza de que isso me iria fazer abstrair de todo o restante mundo.
E quando estava pronto para começar, sou interrompido pelo meu telemóvel .
by M.
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