10 março, 2014

Sol

Sol, sol, sol!
O que pode uma estrela tão distante fazer por nós. Para além de nos aquecer o corpo, aquece também a alma.
Nestes dias que se tornam cada vez mais longos, e tudo por culpa da ascensão do sol para o hemisfério norte, nós seres mortais ganhamos uma nova vida, uma nova força e quase sem darmos conta.
Os dias de inverso são os que mais custam mas quando o sol volta a brilhar, tudo isso é esquecido e somos invadidos por uma boa disposição incondicional.
Depois de tanto tempo com sol limitado, estes dias sabem como nunca, mesmo os problemas pessoais são esquecidos e aqueles raios de sol que nós atingem todo o tempo são como carregamentos de energia.
Para muitos aquilo que escrevo pode não fazer muito sentido mas para pessoas como eu que nasceram com uma abundância de sol, esses sim me compreendem.
Resta-me aproveitar os últimos raios de sol de hoje e amanhã haverá mais. 
Obrigado a ti que estas sempre de olho em nós e que todos os dias chegas para nos alegrar um pouco mais. Obrigado a ti SOL

08 março, 2014

Vida bem apressada

Cinco e quarenta e cinco da manha, toca o despertador e antes que o John Mamann tenha tempo de assobiar duas vezes no single que fez com a Kika eu já estou a desligar o despertador e a levantar-me (antes não era assim, ficava cinco minutos a ganhar coragem para sair) porque agora todos os minutos contam, e os quinze minutos que se seguem são geridos entre vestir-me e tomar o pequeno almoço, que é como quem diz, depressa.
Ás seis horas em ponto entro no carro que me leva até a estação do autocarro que normalmente parte as seis e quatorze, vinte minutos volvidos e chego ao meu destino, pelo menos de transportes porque ainda me faltam dez minutos de caminhada, que não são feitos com grande alegria, visto que o frio da manha não alegra muitos corações, penso que no verão será mais simpático, eu até gosto de fazer a caminha de manhã. Depois disto o dia resume-se a trabalho, almoço e mais trabalho, e ao fim do dia, o mesmo discurso mas em sentido inverso, normalmente por voltas das seis horas da tarde, no entanto, leva um pouco mais de tempo porque o transito é mais intenso o que por vezes me leva ao delírio, mas são apenas pormenores, o tempo passa é entre chegar a casa, jantar e tomar um duche, não há muito para contar nem muito tempo livre que possa utilizar, nem força suficiente para fazer o que quer que seja, apesar se tudo já tenho doze horas corridos, o único tempo de descanso que tenho é já na cama e mesmo esse acaba por ser pouco, porque um novo dia virá amanhã, e antes que o relógio passe as vinte e três eu já estou a dormir, aproveitando o mundo onde tudo é perfeito, dentro da minha cabeça tudo é como eu quero e lá não há trabalho nem mesmo correrias, isso deixo para o dia seguinte que não tarda a começar, resta-me esperar que o John comece a assobiar!

06 março, 2014

Que vida!

Aquele sentimento de que nos falta algo, que algo não está correcto e que temos de fazer alguma coisa diferente na nossa vida, tem-me invadido consistentemente e não encontro uma solução para este estar menos indesejável.
Tenho me sentido meio que vazio e com falta de algo motivante na vida, de á uns tempos para cá sinto que a monotonia da vida se apoderou de mim e da minha rotina sem que eu desse conta e não tenho maneira de lutar contra esse sentimento, questiono-me o que posso fazer para mudar a vida que tenho e que penso ser a causa deste momento.
Preciso de um novo emprego ou algo mais motivante que me faça de novo ter a força de viver que tinha antes.
Que me lembre não passei por muitos momentos destes na vida, mas infelizmente a vida é assim mesmo. Sei que só eu sou o responsável pela mudança, mas não encontro uma solução válida que possa agarrar com as duas mãos, o problema é que cada vez me sinto mais apertado neste circulo pouco confortável.
Preciso mesmo de mudar de vida. 

04 março, 2014

Juras para quê!


Há um ano atrás, depois de uma pequena experiência  fora do país na expectativa de encontrar uma vida melhor, jurava a mim mesmo que a vida de emigrante não era para mim, que não valia a pena o sacrifício de este longe da família, dos amigos e do sítio onde crescemos, no entanto, e como a vida é sempre aquilo que não gostamos que seja, cá estou eu, a 1700km de casa, dos amigos e acima de tudo da família, mas com convicção que vale a pena, pelo menos que seja pelos momento felizes que passo de regresso ás raízes, esses pequenos momentos, que nunca são suficientes, são aquilo que me faz lutar todos os dias contra a jura que fizera a um ano.
Era bem mais fácil se no meu país encontrasse um trabalho digno e com condições, que encontrasse uma mentalidade digna de um pais que se diz evoluído, e que na vontade daqueles que nós são perimires eu encontrasse o interesse em fazermos parte do país. Como tudo isso continua em espera a solução que me restou foi ir contra a minha vontade e contra aquilo que pensava ser o mais correcto, porque, não tendo mudado de opinião agora, eu faço um esforço para me manter de pé mesmo que tenha de me baixar muitas vezes. 
Nunca pensei vir a ser emigrante, pelo menos nunca muito a fundo, muito menos nas condições que encontro agora mas vejo as coisas de uma maneira diferente. 
Se vale a pena? Pode até compensar, mas não vale muito, porque um dia eu sei que o telefone vai tocar e o meu mundo vai cair por terra. Até lá resta-me aproveitar as coisas boas que me trás esta experiência.

03 março, 2014

Excessos

Um dia acordo e vou achar que há coisas que por muito que pensamos que sabemos e que sejam simples não as conseguimos fazer, esse dia servirá para baixar o excesso de confiança e me tornar mais humilde, contudo nesse mesmo dia serei capaz de reconhecer que não sei tudo e que estou sempre a aprender, nesse dia, quando terminar vou perceber como deveria ter feito e compreenderei onde estava a minha falha.
Por mais que saibamos estamos sempre a aprender, seja com os nossos erros, seja com aquilo que a vida nos dá. 
Eu sou uma pessoa, por vezes, com excesso de confiança, e se por vezes isso pode ser benéfico, já outras alturas que tenho de saber descer do patamar para admitir que não são capaz.
Felizmente a boa educação e a vida modesta que sempre tive enquanto criança e depois o meu percurso académico, fazem-me ter uma perspectiva que penso ser correcta e que até hoje me faz ter orgulho de tudo aquilo que vivi e como vivi. 
Hoje foi o dia!