11 março, 2014

Obrigado

Acordo tão cedo que por vezes faço as coisas quase sem abrir os olhos, aqueles quinze minutos que se seguem são prenchodos com passos rotineiros que mesmo de olhos fechados os conseguiria fazer, e tão rápido acordo como estou a sair de casa muitas vezes quase sem trocarmos um olhar, no entanto eu sei que estas lá, que porventura os nossos olhos se cruzarem a reacção é imediata, mas confesso que os primeiros quinze minutos do meu dia não são os mais entusiasmares, no entanto, pouco tempo depois de te deixar o meu pensamento direcciona-se para ti, mesmo que tenha acabado de te ver, sinto logo um pequeno vazio que apenas no fim do dia será preenchido e uns dias melhores que outros, o tempo passa e confesso que a melhor parte do dia, independentemente do dia que seja, é sempre o final do dia, pois é nesta altura que, já bem acordado, e com um pouco mais de tempo livre, posso dar-te a atenção que mereces.
Por vezes, não damos o devido valor ás pequenas coisas, e quando nos habituamos á pessoa que temos ao nosso lado, nós esquecemos que existe a palavra obrigado, porque por vezes basta um obrigado para mostrar aquilo que sentimos, para ti que me aturas já faz algum tempo, um grande obrigado por todos os minutos em que nós aturamos.
Mesmo que me esqueça por vezes de algumas palavras, uma delas nunca esquecerei, para ti e só para ti, amo-te!

10 março, 2014

Sol

Sol, sol, sol!
O que pode uma estrela tão distante fazer por nós. Para além de nos aquecer o corpo, aquece também a alma.
Nestes dias que se tornam cada vez mais longos, e tudo por culpa da ascensão do sol para o hemisfério norte, nós seres mortais ganhamos uma nova vida, uma nova força e quase sem darmos conta.
Os dias de inverso são os que mais custam mas quando o sol volta a brilhar, tudo isso é esquecido e somos invadidos por uma boa disposição incondicional.
Depois de tanto tempo com sol limitado, estes dias sabem como nunca, mesmo os problemas pessoais são esquecidos e aqueles raios de sol que nós atingem todo o tempo são como carregamentos de energia.
Para muitos aquilo que escrevo pode não fazer muito sentido mas para pessoas como eu que nasceram com uma abundância de sol, esses sim me compreendem.
Resta-me aproveitar os últimos raios de sol de hoje e amanhã haverá mais. 
Obrigado a ti que estas sempre de olho em nós e que todos os dias chegas para nos alegrar um pouco mais. Obrigado a ti SOL

08 março, 2014

Vida bem apressada

Cinco e quarenta e cinco da manha, toca o despertador e antes que o John Mamann tenha tempo de assobiar duas vezes no single que fez com a Kika eu já estou a desligar o despertador e a levantar-me (antes não era assim, ficava cinco minutos a ganhar coragem para sair) porque agora todos os minutos contam, e os quinze minutos que se seguem são geridos entre vestir-me e tomar o pequeno almoço, que é como quem diz, depressa.
Ás seis horas em ponto entro no carro que me leva até a estação do autocarro que normalmente parte as seis e quatorze, vinte minutos volvidos e chego ao meu destino, pelo menos de transportes porque ainda me faltam dez minutos de caminhada, que não são feitos com grande alegria, visto que o frio da manha não alegra muitos corações, penso que no verão será mais simpático, eu até gosto de fazer a caminha de manhã. Depois disto o dia resume-se a trabalho, almoço e mais trabalho, e ao fim do dia, o mesmo discurso mas em sentido inverso, normalmente por voltas das seis horas da tarde, no entanto, leva um pouco mais de tempo porque o transito é mais intenso o que por vezes me leva ao delírio, mas são apenas pormenores, o tempo passa é entre chegar a casa, jantar e tomar um duche, não há muito para contar nem muito tempo livre que possa utilizar, nem força suficiente para fazer o que quer que seja, apesar se tudo já tenho doze horas corridos, o único tempo de descanso que tenho é já na cama e mesmo esse acaba por ser pouco, porque um novo dia virá amanhã, e antes que o relógio passe as vinte e três eu já estou a dormir, aproveitando o mundo onde tudo é perfeito, dentro da minha cabeça tudo é como eu quero e lá não há trabalho nem mesmo correrias, isso deixo para o dia seguinte que não tarda a começar, resta-me esperar que o John comece a assobiar!

06 março, 2014

Que vida!

Aquele sentimento de que nos falta algo, que algo não está correcto e que temos de fazer alguma coisa diferente na nossa vida, tem-me invadido consistentemente e não encontro uma solução para este estar menos indesejável.
Tenho me sentido meio que vazio e com falta de algo motivante na vida, de á uns tempos para cá sinto que a monotonia da vida se apoderou de mim e da minha rotina sem que eu desse conta e não tenho maneira de lutar contra esse sentimento, questiono-me o que posso fazer para mudar a vida que tenho e que penso ser a causa deste momento.
Preciso de um novo emprego ou algo mais motivante que me faça de novo ter a força de viver que tinha antes.
Que me lembre não passei por muitos momentos destes na vida, mas infelizmente a vida é assim mesmo. Sei que só eu sou o responsável pela mudança, mas não encontro uma solução válida que possa agarrar com as duas mãos, o problema é que cada vez me sinto mais apertado neste circulo pouco confortável.
Preciso mesmo de mudar de vida. 

04 março, 2014

Juras para quê!


Há um ano atrás, depois de uma pequena experiência  fora do país na expectativa de encontrar uma vida melhor, jurava a mim mesmo que a vida de emigrante não era para mim, que não valia a pena o sacrifício de este longe da família, dos amigos e do sítio onde crescemos, no entanto, e como a vida é sempre aquilo que não gostamos que seja, cá estou eu, a 1700km de casa, dos amigos e acima de tudo da família, mas com convicção que vale a pena, pelo menos que seja pelos momento felizes que passo de regresso ás raízes, esses pequenos momentos, que nunca são suficientes, são aquilo que me faz lutar todos os dias contra a jura que fizera a um ano.
Era bem mais fácil se no meu país encontrasse um trabalho digno e com condições, que encontrasse uma mentalidade digna de um pais que se diz evoluído, e que na vontade daqueles que nós são perimires eu encontrasse o interesse em fazermos parte do país. Como tudo isso continua em espera a solução que me restou foi ir contra a minha vontade e contra aquilo que pensava ser o mais correcto, porque, não tendo mudado de opinião agora, eu faço um esforço para me manter de pé mesmo que tenha de me baixar muitas vezes. 
Nunca pensei vir a ser emigrante, pelo menos nunca muito a fundo, muito menos nas condições que encontro agora mas vejo as coisas de uma maneira diferente. 
Se vale a pena? Pode até compensar, mas não vale muito, porque um dia eu sei que o telefone vai tocar e o meu mundo vai cair por terra. Até lá resta-me aproveitar as coisas boas que me trás esta experiência.

03 março, 2014

Excessos

Um dia acordo e vou achar que há coisas que por muito que pensamos que sabemos e que sejam simples não as conseguimos fazer, esse dia servirá para baixar o excesso de confiança e me tornar mais humilde, contudo nesse mesmo dia serei capaz de reconhecer que não sei tudo e que estou sempre a aprender, nesse dia, quando terminar vou perceber como deveria ter feito e compreenderei onde estava a minha falha.
Por mais que saibamos estamos sempre a aprender, seja com os nossos erros, seja com aquilo que a vida nos dá. 
Eu sou uma pessoa, por vezes, com excesso de confiança, e se por vezes isso pode ser benéfico, já outras alturas que tenho de saber descer do patamar para admitir que não são capaz.
Felizmente a boa educação e a vida modesta que sempre tive enquanto criança e depois o meu percurso académico, fazem-me ter uma perspectiva que penso ser correcta e que até hoje me faz ter orgulho de tudo aquilo que vivi e como vivi. 
Hoje foi o dia!

28 fevereiro, 2014

Questão básica!

Alguém por acaso sabe dizer-me porque é que as pessoas que mandam fazem menos erros dos que as que fazem?

Bem fácil, porque mandam fazer aquilo que não querem fazer e onde a probabilidade de errar é maior. 

É por isso que eu é bem mais fácil mandar do que fazer. Assim até eu!
Detesto pessoas que gostam de mandar em vez de dar o exemplo. 
Eu, prefiro ser eu mesmo a fazer, assim sei sempre quem é o culpado do mau trabalho ou o responsável pelo bom. 
Dizia um professor na faculdade, todos nós, mesmo que saibamos que a culpa de algo ter corrido mal ser nossa, vamos procurar sempre desculpas, seja de uma outra pessoa, seja das condições M que o fizemos, seja da meteorologia etc.. Apartor dessa altura comecei e pensar melhor naquilo que digo e realmente, mesmo sendo inconsciente, também o fazia, é por isso que agora faço o que faço e se o fizer mal não me vou desculpar, mas sim voltar a fazer. 


27 fevereiro, 2014

ITER

Não é segredo que me fascina tudo o que estava ligado com a tecnologia e a ciência, então, um dia destes um anúncio num site da especialidade descubri algo que me deixou boquiaberto mas ao mesmo tempo fascinado com aquilo que é possível fazer. 
O ITER (international thermonuclear experimental reactor), é um reactor nuclear de última geração que pretende, basicamente, criar um pequeno sol, isso mesmo, uma pequena estrela que arderá a mais de 100 milhões de graus celcius, parece muito mas é coisa para não ser ser perigoso.
Como isto é coisa para aquecer um bocado, parece que o digo será desenvolvido dentro de uma máquina que está a ser construída no sul de França, como não existe nenhum material conhecido por nós que aguente esta temperatura, a ideia é criar uma espécie de bolha de vácuo que irá funcionar como escudo de protecção para este experiência.
Achei fascinante a ideia de termos um sol só para nós, mas o objectivo não é reproduzir o luz do sol mas sim utilizar esta luz como fonte de energia renovável e limpa, e segundo os criadores do projecto, barata. 
Já aqui á uns tempos escrevi aqui sobre o CERNE, que é uma experiência de dimensões semelhantes mas com outros fins, e tanto uma como outra me deixaram completamente fascinado pela sua grandiosidade, no entanto no caso deste ultimo, a experiência não tem corrido muito bem e tem estado parado a maior parte do tempo, esperemos que o ITER não siga pelo mesmo caminho até porque a construção já começou e está prevista a sua conclusão no final de 2014, contudo apenas em 2016 começaram as primeiras experiências.
Desculpem o meu entusiasmo por utopias mas sempre me fascinou o desenvolvimento de experiências bizarras .
Resta-nos apenas esperar por novos desenvolvimentos.

25 fevereiro, 2014

Eu tenho dois amores

Percebemos que precisamos mudar de emprego quando mesmo fazendo uma coisa que se gosta se sente uma enorme vontade de fazer outra coisa.
O meu dilema tem sido basicamente este nós últimos tempos e por muito que eu gente lutar contra isso há sempre um pequeno aspecto que me derruba sempre, o facto de quando era pequeno dizer para mim mesmo, não é isto que quero fazer para o resto da minha vida, contudo, a vida prega-nos destas partidas e mesmo depois de ter passado anos a estudar para algo de que gosto e que me realiza, o meu caminho cruzou-se de novo com aquilo que em pequeno me tirava da cama mas férias da escola as 7.30h da manha.
Eu não desgosto do que faço, apenas preferia ter esta actividade como suplemento da minha profissão, mas quando se está num pais diferente onde não se consegue exprimir como se pretende e onde as necessidades falam mais alto do que o orgulho, temos mesmo que engolir alguns sapos.
Eu sempre me considerei uma pessoa multi-disciplinar, e com o passar do tempo reforço essa ideia, mas agora posso dizer que tenho duas profissões, uma que me realiza a cem por cento e outra de que me orgulho.
Um Homem tem de saber ocupar o seu lugar quando é preciso e se neste momento da minha vida sou obrigado a sujar as mão todos os dias, porque não? Além disso, está é a profissão do meu pai, e a ele devo tudo o que sei! Pelo menos trago todos os dias o orgulho das minhas raízes.

24 fevereiro, 2014

"Gaiola dourada"

Ao ver o filme, "Gaiola dourada", o qua achei bastante interessante, questionei-me sobre alguma pontos abordados no dito, visto que agora a minha realidade é em tudo semelhante ao mostrado no grande ecrã. 
Gostei bastante do retrato feito dos emigrantes portugueses, pareceu-me bastante verosímil, contudo em alguns momentos duvidei da quantidade metafórica utilizada, mas apenas em pequenos aspectos. Mas aquilo que mais me marcou foi o retrato feito cotação dos nossos emigrantes por parte dos franceses, percebe-se que nós portugueses somos muito bem vistos não só pela nossa simplicidade e boa disposição mas acima de tudo pelo profissionalismo e pelo bom trabalho, ese antes eu já tinha essa ideia em mente agora acredito ainda mais.
Eu que faço agora parte dessa categoria (emigração), fico contente por poder continuar a mostrar que nós sempre fomos mas continuaremos a ser muito bons naquilo que fazemos, independentemente daquilo que fazemos, seja na construção como mostra o filme, seja nos escritórios, que cada vez mais são ocupados por portugueses nesta nova vaga de emigração, que temos vindo a assistir depois de que o nosso país deixou de ter condições para nos oferecer melhores condições de vida.
Resta-me continuar o bom trabalho feito pelos meus antecedentes.
Para aqueles que estão a pensar emigrar ou que o fizeram recentemente, não se esqueçam de uma coisa, somos e seremos para sempre portugueses, isso só, basta para sermos bons.

20 fevereiro, 2014

E é isto...

Pois é, passaram os dias a correr, quase nem dá para provar o gosto daquilo que mais gostamos, mas é mesmo assim, antes pouco que nenhum.
O dia começa cedo para cumprir todos os horários aborrecidos que nós são impostos. 
Duas ou três horas volvidas e nós já estamos a espera do avião que nós levaram de volta á realidade, os minutos vão passando e o aperto vai crescendo, o tempo passa, e a área vai ficando preenchida de gente, umas de cara risonha, outras de olhos caídos e de pensamento profundo, talvez é neste que nós enquadramos, mas vejo-me mais no limiar destas duas situações, talvez porque a vida que deixo não me trás grande saudade mas também porque a que irei encontrar tem-me feito feliz. 
Questiono-me qual o motivo que cada uma destas pessoas trás para ter o mesmo destino que nós, sem conseguir uma resposta coloco hipóteses em cada rosto que vejo, mas são apenas hipóteses e como já passei por isto, sei qual é o sentimento.
Já no avião, com toda a segurança a que nos obrigam, e com a pista de descolagem á vista resta-nos segurar a mão um do outro e aproveitar a adrenalina da descolagem, uns mais contentes que outros. 
3...2...1... Descolagem!
A minha cabeça é invadida por tudo aquilo que deixei em terra, todos os bons momentos que vivi, nestes dias e desde que me lembro, a família que deixamos para trás e que não sabemos quando será a próxima vez que veremos, a nostalgia de deixar o MEU país, e ao cair na realidade, sinto a revolta de ter sido quase obrigado a sair deste conforto a que estamos habituado e a que chamamos família, talvez um dia perdoe o meu país, talvez um dia saia com o sentimento de não ser obrigado, mas por agora somos mais dois que partem de olhos caídos e tristes, em busca de uma vida melhor, com a família no coração!

14 fevereiro, 2014

Novo folgo

É cansativo o trabalho, mas não fazer nenhum também aborrece portanto, e visto que a nossa vida se rege pela rotina casa-trabalho, trabalho-casa, não podemos nos dar ao luxo de querer passar todo o tempo sem fazer nenhum, no entanto, e felizmente existem as sextas-feiras, porque o animo para o descanso de fim-de-semana, ajuda a passar o último dia de uma semana sempre cansativa, mas melhor que uma sexta-feira, só mesmo uma sexta-feira com bónus, o que quer dizer que os próximos dias seram de recuperação de energia, e nesse campo, nada melhor que estar junto daqueles que mais gostamos, isso sim é o melhor bónus que posso desejar neste momento. Não será o perfeito mas será muito próximo disso. Pelo menos servirá para mudar um pouco a rotina, o problema depois será estabelecer um novo objectivo, pois não tem sigo fácil automotivar-me neste últimos tempos, mas como costumo pensar sempre, uma coisa de cada vez! Bom fim-de-semana!

13 fevereiro, 2014

Bolo de chocolate

Nada é impossível, qualquer tarefa que tenha a fazer, só tem de ser bem planeada, como me disse um dia um professor, é tudo como na cozinha, desde que se saiba antemão o que se vai fazer e como não há como não concretizar, imaginei que vamos fazer um bolo de chocolate, não é tarefa difícil para quem dar cozinhar, mas para aqueles como eu que têm outras prioridades do que a pastelaria, pode ser um pouco mais difícil, mas também não seria impossível. O primeiro ponto esta estabelecido, o objectivo, bolo de chocolate, basta depois conhecer os ingredientes que são necessários, e vamos deixar a parte da receita de lado pois se alguém um dia inventou o bolo de chocolate nos também somos capazes de fazer, por isso, basta-me conhecer cada ingrediente e quais são os seus comportamentos, assim sendo, se o açúcar adoça, vamos precisar disso para o nosso bolo, assim como o chocolate, caso contrário seria um bolo de chocolate sem chocolate, a farinha, para nos dar consistência, o fermento para fazer cresces a nossa massa e torná-la mais fofa, não esquecendo os ovos para fazer a junção de tudo isso. 
Tendo todos os ingredientes basta-nos juntá-los de forma sequencial e voilá! O bolo ess pronto. Não pretendo com isto ensinar alguém a fazer um bolo mas sim explicar que tudo tem um sentido, uma lógica, uma razão de ser, e se usarmos a cabeça para projectar o nosso objectivo antes de o concretizar vamos prever alguma falha que possamos cometer, como no caso do bolo, faltar-nos o chocolate. 
Eu aprendi a esta metodologia com o design, o design não é mais do que uma perfeita projecção de todas as variáveis que nós são aplicadas, felizmente, aplico essa teoria todos os dias da minha vida, e todos os dias fico contente com os resultados, no entanto há dias em que fico mesmo espantado com o que nós humanos somos capazes de fazer. Hoje é um desses dias, e se sabe bem? Nem imaginam, posso não ser o melhor mas que sou bom naquilo que faço, independente do que seja, isso ninguém pode desmentir. 

12 fevereiro, 2014

Exigente?! Eu?!

Pensndo bem até que sou uma pessoa pouco existente. Tanto gosto de sol como de chuva, a neve ou o calor, o vento ou a brisa mas se há coisa que sinto falta nestes dias é o acordar com a luz do dia, e não falo deste pouco favorável horário de inverno que, apesar de passar tempos e tempos na busca de uma explicação ainda não consegui encontrar uma válida, falo sim do acordar um pouco antes das seis da manha para um novo dia de trabalho que mesmo que seja pouco preenchido será sempre longo e fatigante.
Faz-me falta a luz do dia para animar o meu espírito, faz-me falta sair de casa preenchido, porque por muito que me sinta bem com a vida que tenho, ao cruzar a porta da rua irá sempre faltar qualquer coisa, terei sempre a nostalgia daqueles dias em que ás seis da manhã ainda estava no ultimo sono.
Como vêem eu não sou assim muito exigente, eu só gostaria de ter o sol uma horinha antes, visto que o irverso será menos fácil de concretizar, pelo menos por enquanto. 

11 fevereiro, 2014

Não importa

Há dias em que acordo e penso je seria bem melhor o conforto que sempre tive ao invés de crescer, queria ser aquela criança que um dia foi e que agora revejo, queria fazer o que não tive oportunidade, queria ser um pouco melhor e adormecer com o sentimento que fiz aquilo para que foi destinado, no entanto, a vida nem sempre é como queremos e por isso acordo todas as manhãs com uma vontade enorme de voltar a dormir, uma vontade de voltar para dentro da minha cabeça, mergulhar nos meus sonhos e sentir como se essa fosse a minha realidade. 
Se já passei por muitos bons momentos na vida, também já passei por alguns menos bons e esta fase que vivo neste momento está no limite daquilo que eu consigo aceitar, no limite daquilo que quero para mim, contudo a vida faz nos crescer e perdemos o espírito de "não importa" e é por isso que aguento aquilo que considero uma vida medíocre, mas sei que o meu limite está perto resta saber quanto tempo mais conseguirei acordar e abrir os olhos contrariado. Por enquanto eu aguento, resta saber por quanto tempo. E um dia eu vou acordar e sentir, está sim é a vida que eu sempre quis.

08 agosto, 2013

17 dezembro, 2012

Orgulho à parte!


Há uma linha que separa o nosso orgulho das pessoas de quem gostamos.
Nós, seres humanos somos por natureza pessoas orgulhosas, pessoas com medo de admitir que erramos, com medo de pedir desculpa, com medo de dizer aquilo que sentimos, e por vezes a esse medo chamamos orgulho, mas afinal o que difere o orgulho do medo?
O orgulho não é mais do que um sentimento alimentado por nós para salvaguardar a nossa moral e aquilo que fazemos ou deveríamos ter feito, o orgulho não é mais do que um sentimento criado pela sociedade para definir uma pessoa que não tem um caracter forte.
Ser orgulhoso no sentido que nossa sociedade nos impos não é mais do que vivermos todo o tempo aterrorizados com os erros que cometemos por fazer ou deixar de fazer determinadas coisas.
O orgulho é bom mas não em demasia, temos de saber separar o orgulho dos erros que cometemos, não há nada de mal em pedirmos desculpa, não há nada de mal em admitir que erramos, não há nada de mal em falar com uma pessoa com a qual nos importamos e que por um ou outro motivo se afastou.
Uma sociedade não se muda, mas pode-se mudar algumas mentalidades e construir um mundo melhor.
Um mundo ideal está longe de ser atingido mas que vale a pena fazer um esforço por nos darmos todos bem isso vale, afinal de contas um dia todos nós morremos e nada ficará para que alguém se lembre de nós.

11 dezembro, 2012

Directo ao assunto


Tudo na vida é importante, no entanto, essa importância é atribuída por nós, e só assim temos o verdadeiro valor de cada coisa, seja material ou imaterial.
Há decisões que tomamos na vida que julgamos ser a mais importante da nossa vida, contudo, essa sede de valor, é apenas uma fuga pra aquilo que realmente interessa, a nossa escolha, ou seja, o facto de estarmos a tomar um decisão tão importante faz com que nós tenhamos obrigação de pensar demasiado na sua solução, se por outro lado estivermos a lidar um uma “pequena” decisão não lhe daremos tanta importância, tanto valor e se por ventura a decisão que tomarmos não for a mais correcta a perda será mínima, o mesmo já não se passa com as “grandes” decisões da nossa vida, que muito provavelmente têm consequências mais graves.
O que me tenho questionado, é o porquê de nós termos a necessidade de atribuir mais ou menos importância às nossas decisões, porque é que não podemos tratar as “grandes” e as “pequenas” coisas de igual maneira, porque é que temos de sobrepor ou perder mais tempo com aquelas que nós identificamos como mais valiosas?
Eu gostava de poder afirmar que lido com todas estas questões de uma maneira uniforme, mas infelizmente os vícios que me impuseram levam-me a agir como a maioria da população, mas isto não significa que eu concorde com esta divisão, muito pelo contrário. Tudo na nossa vida é importante, pois de uma maneira ou de outra as nossas decisões vão-se reflectir no nosso futuro, o que deveria ser o ponto de partida para uma mudança de pensamentos e começar por tratar todos os nossos assuntos da mesma maneira.
Eu sou uma pessoa com alguma preocupação na minha vida e na gestão que faço dela e das suas consequências, e é por isso que me questiono sobre a necessidade de tudo aquilo que faço, e por consequente parece-me que a maioria das pessoas não dá o real valor aquilo que tem á frente, pergunto-me, se não seria melhor pensarmos primeiramente naquilo que nos aparece antes de tomarmos qualquer decisão.
No meu ponto de vista a importância não passa de uma palavra que define o valor que nós impomos aquilo que nos rodeia, contudo, essa palavra trás consequências que poucas vezes avaliamos antes de atribuir uma determinada importância.
 Começo já a ficar treinado para fazer uma avaliação mental da necessidade de utilizar um grau diferente de importância aos assuntos que tenho para resolver, porque pela experiencia que tenho com este assunto, posso afirmar que muitas das vezes agimos mal por darmos importância demasiada a algo que não merece tal preocupação.
Na minha vida prefiro quantificar todos os meus problemas da mesma maneira, e só assim consigo não sofrer consequências desnecessárias.

Será que vale a pena zangar-me com alguém de quem gosto por algo sem importância?!

No meu ponto de vista não, por dois motivos, primeiro, tudo tem solução e segundo porque se me zangar tenho de voltar a fazer as pazes! Não seria mais fácil ir directo ao assunto da solução, pergunto-me.

29 novembro, 2012

Patetices Lisboetas Vs Realidade de Portugal

Não precisamos de Comboios nem aviões, Bragança tem uma coisa que Lisboa nunca terá... Boas gentes que estarão sempre prontas a ajudar. Fiquem lá com os trocos que vão poupar que em Bragança a riqueza é outra.