A primavera chegou e com ela veio também a preguiça que se instalou dentro de mim. Esta preguiça tem-me sido difícil de gerir, primeiramente no trabalho o qual tem andado num ritmo muito lento, não só por isto mas também tem efeitos, depois na vontade de escrever, o que me tem deixado frustrado, coisa que já não se me acontecia á muito tempo.
Vou escrever sobre aquilo que me tem dado que pensar, contudo, independentemente daquilo que me venha à cabeça, a decisão está tomada.
Como escrevi à bem pouco tempo, a minha vida profissional não me tem vido a agradar muito, não por aquilo que faço mas sim pelo que se passa a minha volta. Eu sou designer e isto é aquilo que sou, aquilo de que gosto, e nada me dá mais gosto do que ver pular da minha cabeça ideias e transformar-se em produtos, ma há também uma parte de mim que nunca está contente, pois, mesmo contente com aquilo que faço, mesmo gostando da área em que trabalho, eu tenho dentro de mim uma vontade estulta de terminar esta ligação laborar á qual estou vinculado, e se apenas a minha vontade já é um motivo suficiente, a maneira como tudo á minha volta se desenrola dá ainda mais vontade de me fazer á estrada.
Desenganem-se se já se questionam quanto á minha filosofia de desistir dos desafios, pois não é isso que pretendo, mas sim pretendo desafiar-me de uma maneira mais imperativa, estou a perder a minha motivação em tudo aquilo que faço simplesmente porque a ignorância daqueles que me rodeiam assim o determina, não consigo manter um pensamento positivo quanto aquilo que o futuro que pode ser aquela empresa.
É certo que na faculdade tudo aquilo que se aprende não passa de teorias que se encaixam na perfeição e após a transição entre teoria e pratica é ficamos ligeiramente desiludidos, e admito que isso se passou comigo, contudo foi á luta e tentei fazer algo mais, mas não foi suficiente, não por não me esforçar mas porque aquilo que eu pretendia era algo impossível e inacessível a pessoas com um nível abaixo do meu, confesso que me rendi á inutilidade mostrada por estas mesmas pessoa, e acabei por me ir moldando deforma a cumprir as necessidades que me eram exigidas, no entanto sempre fiel aos meus princípios, e sempre com a certeza de que tudo isto seria apenas temporário. Agora que o temporário começa a ser cada vez menor, e pensado naquilo que será o meu futuro, eu vejo e afirmo a alta voz que não consigo nem posso continuar a trabalhar de tal maneira. Primeiro porque não tenho a obrigação de fazer sacrifícios por quem nem noção tem, segundo porque enquanto designer sinto-me bloqueado com inutilidades, sinto-me perdido naquilo que faço, que em nada tem a ver com desenvolvimento.
Assim e em conclusão, a minha decisão está tomada e por isso aqui escrevo, independentemente do que possa vir a acontecer, dentro de pouco mais de três meses eu irei iniciar uma nova etapa da minha vida e carreira, os objectivos ainda não estão traçados mas a seu tempo pormenores serão pensados, mas confesso que o actual estado do país não me deixa grandes alternativas, mas tudo a seu tempo.
05 abril, 2011
04 abril, 2011
Sem palavras
Peço desculpa mas não existe uma tradução para este video, no entanto as imagens falam por si... e as reacções
Faça-se Luz!
Eu juro que não queria, eu não queria mesmo vir para aqui expressar todas as minha angustias futebolísticas neste espaço, mas hoje não tenho outra alternativa se não faze-lo.
Começando pelo roberto, coitadinho, ele nem teve culpa, mas a culpa nem foi dele, a defesa é que não o ajudou, além do mais pouco podia ser feito. O penálti a favor dos vermelhos é mais do que bem marcado, aliás nem se vislumbra uma outra hipótese, as imagens em câmara lenta provam tudo aquilo que digo. O penálti a favor da equipa de azul, uma vergonha, nada mais a dizer do que isto, e mais uma vez os média culpam o Roberto por tudo isto, não senhor, aquele guarda redes nada mais poderia fazer depois da defesa não fazer nada por ele.
E para não me alongar mais nos resumos do jogo termino apenas com os lances que ditaram o jogo, no entanto muitos houveram que mereciam ser aqui descritos.
Contudo e como podem ver, eu sou contra aquilo que se escreve hoje nos jornais nacionais, culpando o Roberto pelo campeonato do FCP, mas tenho de concordar que ele foi uma boa ajuda, primeiro pelo belíssimo inicio de campeonato que deu á equipa azul e branca e finalmente pelo desfecho ainda mais fantástico. Com tudo isto eu espero que tal personagem não esteja á espera de ser contratado pelo FCP para a próxima época. Não é que este seja mau naquilo que faz, mas parece-me ser o jogador indicado para a equipa vermelha da capital.
Assim, termino a minha escritura por hoje manifestando tudo aquilo que me vai na alma em apenas uma palavra! CAMPEÕS!
Começando pelo roberto, coitadinho, ele nem teve culpa, mas a culpa nem foi dele, a defesa é que não o ajudou, além do mais pouco podia ser feito. O penálti a favor dos vermelhos é mais do que bem marcado, aliás nem se vislumbra uma outra hipótese, as imagens em câmara lenta provam tudo aquilo que digo. O penálti a favor da equipa de azul, uma vergonha, nada mais a dizer do que isto, e mais uma vez os média culpam o Roberto por tudo isto, não senhor, aquele guarda redes nada mais poderia fazer depois da defesa não fazer nada por ele.
E para não me alongar mais nos resumos do jogo termino apenas com os lances que ditaram o jogo, no entanto muitos houveram que mereciam ser aqui descritos.
Contudo e como podem ver, eu sou contra aquilo que se escreve hoje nos jornais nacionais, culpando o Roberto pelo campeonato do FCP, mas tenho de concordar que ele foi uma boa ajuda, primeiro pelo belíssimo inicio de campeonato que deu á equipa azul e branca e finalmente pelo desfecho ainda mais fantástico. Com tudo isto eu espero que tal personagem não esteja á espera de ser contratado pelo FCP para a próxima época. Não é que este seja mau naquilo que faz, mas parece-me ser o jogador indicado para a equipa vermelha da capital.
Assim, termino a minha escritura por hoje manifestando tudo aquilo que me vai na alma em apenas uma palavra! CAMPEÕS!
02 abril, 2011
Declaração
Exmº Seguidores e anónimos.
Venho por este meio impor a verdade sobre aquilo que foi escrito ontem. É com enorme pesar que vos anuncio que o texto de ontem se deve a uma brincadeira do dia um de Abril, o qual para mim até ao dia de ontem não tem feito muito sentido mas este ano para fazer-me alterar daquilo que é a minha rotina, assim, declaro a vossas excelências que tudo aquilo que foi escrito no transacto texto é pura ficção, contudo aproveito para fazer uma pequena análise sobre aquilo que poderia ser uma realidade para muitos e provavelmente para a minha pessoa também.
Utilizando a escritura de ontem e comparando-a com a realidade que muitas vezes somos obrigados a viver, eu concluo que numa situação tal, a minha decisão não poderia ser outra se não assumir a paternidade de tal ser, dar-lhe tudo aquilo que precisasse e mesmo que numa relação afastada com o outro progenitor, eu não me deixaria ser um pai ausente. Em todas as ocasiões da minha vida e naquilo que escrevo, sempre assumi que devemos assumir as nossas responsabilidades mesmo que estas façam com que percamos os sonhos que muitas vezes temos, contudo esta não tem de ser uma realidade obrigatória.
Aproveito para aqui deixar a minha sincera opinião sobre uma possível paternidade, e nada me deixaria mais contente do que tal acontecimento, contudo assente numa relação séria e com certezas, como aquela que vivo neste momento, e não só aqui escrevo mas faço questão de me fazer ouvir perante este assunto, no entanto este será um facto ainda algo distante, mas acompanhado de certeza de que um dia será o dia.
Num outro ponto que pode ser retirado do texto escrito, e que tornaria tal história fictícia, relações ocasionais devem ser sinónimo de cuidados redobrados e claro como pessoa responsável que sou, e tenho essa preocupação.
Para finalizar, agradeço àqueles que comentaram o texto e que deixaram uma palavra de força na qual mesmo eu sabendo que era uma história não real, me deixa antever que numa situação verdadeira teria não estaria sozinho, tudo isto reforça ainda mais a ideia que tenho vindo a criar de que este é, não só um mundo com infinidades de situações mas também um conhecimento mútuo entre que lê e aqueles que escrevem, fazendo-me sentir como numa família a qual não consigo deixar de escrever para informar das minhas novidades.
Mais uma vez vos agradeço por tudo.
Como pequeno parênteses vos anuncio que foi necessários esperar oito mil seiscentos e cinquenta e cinco dias para ver um anel no meu dedo anelar da mão direita, o que, como podem ver me deixa muito contente.
Venho por este meio impor a verdade sobre aquilo que foi escrito ontem. É com enorme pesar que vos anuncio que o texto de ontem se deve a uma brincadeira do dia um de Abril, o qual para mim até ao dia de ontem não tem feito muito sentido mas este ano para fazer-me alterar daquilo que é a minha rotina, assim, declaro a vossas excelências que tudo aquilo que foi escrito no transacto texto é pura ficção, contudo aproveito para fazer uma pequena análise sobre aquilo que poderia ser uma realidade para muitos e provavelmente para a minha pessoa também.
Utilizando a escritura de ontem e comparando-a com a realidade que muitas vezes somos obrigados a viver, eu concluo que numa situação tal, a minha decisão não poderia ser outra se não assumir a paternidade de tal ser, dar-lhe tudo aquilo que precisasse e mesmo que numa relação afastada com o outro progenitor, eu não me deixaria ser um pai ausente. Em todas as ocasiões da minha vida e naquilo que escrevo, sempre assumi que devemos assumir as nossas responsabilidades mesmo que estas façam com que percamos os sonhos que muitas vezes temos, contudo esta não tem de ser uma realidade obrigatória.
Aproveito para aqui deixar a minha sincera opinião sobre uma possível paternidade, e nada me deixaria mais contente do que tal acontecimento, contudo assente numa relação séria e com certezas, como aquela que vivo neste momento, e não só aqui escrevo mas faço questão de me fazer ouvir perante este assunto, no entanto este será um facto ainda algo distante, mas acompanhado de certeza de que um dia será o dia.
Num outro ponto que pode ser retirado do texto escrito, e que tornaria tal história fictícia, relações ocasionais devem ser sinónimo de cuidados redobrados e claro como pessoa responsável que sou, e tenho essa preocupação.
Para finalizar, agradeço àqueles que comentaram o texto e que deixaram uma palavra de força na qual mesmo eu sabendo que era uma história não real, me deixa antever que numa situação verdadeira teria não estaria sozinho, tudo isto reforça ainda mais a ideia que tenho vindo a criar de que este é, não só um mundo com infinidades de situações mas também um conhecimento mútuo entre que lê e aqueles que escrevem, fazendo-me sentir como numa família a qual não consigo deixar de escrever para informar das minhas novidades.
Mais uma vez vos agradeço por tudo.
Como pequeno parênteses vos anuncio que foi necessários esperar oito mil seiscentos e cinquenta e cinco dias para ver um anel no meu dedo anelar da mão direita, o que, como podem ver me deixa muito contente.
01 abril, 2011
E agora?!
E de repente tudo a minha volta desmorona-se, tudo o que uns breves segundos era uma vida extremamente simples e sem complicações, agora tudo é um milhão de problemas sem solução.
Já não me via numa situação tão calma á muito tempo, a ainda á bem pouco tempo havia pensado que algo estava para acontecer, e não é que foi mais cedo do que eu esperava.
Ora então passemos ao que verdadeiramente interessa pois eu preciso mesmo escrever sobre este assunto com a agravante de que muita gente que me conhece vem aqui ler aquilo que escrevo, e como não sei de que outra maneira fazer, este será o meu meio para difundir tal notícia.
Estava eu muito descansadinho da minha vida quando um dos meus telemóveis toca, aquele cujas vezes se contam pelos dedos das mão ao mês, no entanto longe de prever o que ai viria, prontifico-me de imediato a parar aquilo que estava a fazer para ver a mensagem que lá havia para mim, a mensagem dizia o seguinte: “M. tenho algo muito difícil para te contar, não sei como devo fazê-lo e muito menos coragem para dizer-te numa conversa pessoal. Vou ser directa. Estou grávida e não dormi com mais ninguém depois de ti.”
Fiquei em choque, a minha cabeça parou, eu não tinha reacção, não sabia o que fazer, nem o que pensar.
Fiquei uns breves segundos sem um qualquer movimento e depois tentei manter a calma e pensar no que poderia ser feito, no entanto e mesmo depois de alguns minutos eu não consigo nem manter a calma nem muito menos perder este sentimento de agonia que sinto.
Para ser sincero ter um filho não me desagrada nada, mas não nestas condições, muito menos depois de agora estar numa outra relação desta vez bem mais séria, o que me preocupa ainda mais e me dá mais que pensar.
Depois daquela mensagem tudo o que tenho vindo a construir caiu por terra, todos aqueles sonhos que fazia deixaram de fazer parte da minha realidade e por mais que queira ter um pensamento positivo, não o consigo.
Esta minha relação passada foi apenas uma coisa temporária e que para mim teria terminado naqueles ultimo dia, no entanto esta parece ser uma relação que está para durar, contrariando os meus pensamentos e as minhas vontades.
Não posso deixar de dizer que estou feliz com o facto de ser pai, no entanto tudo me assusta, já para não falar nas consequências que uma situação destas pode ter.
Não tive ainda coragem para falar disto àqueles que me são mais próximos e penso que este será o meu meio mais fácil de transmitir as novidades, contudo espero que percebam que para além de não fazer parte dos meus planos, não esperava tal situação.
Como não sou pessoa de fugir ás minhas responsabilidades não tenho outro caminho senão seguir aquilo que tem de ser, mesmo sabendo que isso vai dar á minha vida um rumo que eu não esperava, contudo tenho medo do que daí poderá advir.
No meio de toda esta confusão vejo o meu coração num misto de sentimentos, entre o feliz pela paternidade mas agoniado com tudo aquilo que isto mesmo acarreta.
Já não me via numa situação tão calma á muito tempo, a ainda á bem pouco tempo havia pensado que algo estava para acontecer, e não é que foi mais cedo do que eu esperava.
Ora então passemos ao que verdadeiramente interessa pois eu preciso mesmo escrever sobre este assunto com a agravante de que muita gente que me conhece vem aqui ler aquilo que escrevo, e como não sei de que outra maneira fazer, este será o meu meio para difundir tal notícia.
Estava eu muito descansadinho da minha vida quando um dos meus telemóveis toca, aquele cujas vezes se contam pelos dedos das mão ao mês, no entanto longe de prever o que ai viria, prontifico-me de imediato a parar aquilo que estava a fazer para ver a mensagem que lá havia para mim, a mensagem dizia o seguinte: “M. tenho algo muito difícil para te contar, não sei como devo fazê-lo e muito menos coragem para dizer-te numa conversa pessoal. Vou ser directa. Estou grávida e não dormi com mais ninguém depois de ti.”
Fiquei em choque, a minha cabeça parou, eu não tinha reacção, não sabia o que fazer, nem o que pensar.
Fiquei uns breves segundos sem um qualquer movimento e depois tentei manter a calma e pensar no que poderia ser feito, no entanto e mesmo depois de alguns minutos eu não consigo nem manter a calma nem muito menos perder este sentimento de agonia que sinto.
Para ser sincero ter um filho não me desagrada nada, mas não nestas condições, muito menos depois de agora estar numa outra relação desta vez bem mais séria, o que me preocupa ainda mais e me dá mais que pensar.
Depois daquela mensagem tudo o que tenho vindo a construir caiu por terra, todos aqueles sonhos que fazia deixaram de fazer parte da minha realidade e por mais que queira ter um pensamento positivo, não o consigo.
Esta minha relação passada foi apenas uma coisa temporária e que para mim teria terminado naqueles ultimo dia, no entanto esta parece ser uma relação que está para durar, contrariando os meus pensamentos e as minhas vontades.
Não posso deixar de dizer que estou feliz com o facto de ser pai, no entanto tudo me assusta, já para não falar nas consequências que uma situação destas pode ter.
Não tive ainda coragem para falar disto àqueles que me são mais próximos e penso que este será o meu meio mais fácil de transmitir as novidades, contudo espero que percebam que para além de não fazer parte dos meus planos, não esperava tal situação.
Como não sou pessoa de fugir ás minhas responsabilidades não tenho outro caminho senão seguir aquilo que tem de ser, mesmo sabendo que isso vai dar á minha vida um rumo que eu não esperava, contudo tenho medo do que daí poderá advir.
No meio de toda esta confusão vejo o meu coração num misto de sentimentos, entre o feliz pela paternidade mas agoniado com tudo aquilo que isto mesmo acarreta.
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