09 junho, 2011

O meu blog é...

Boa tarde a todos, antes de mais, um muito obrigado pelos comentários ao texto de ontem, os quais não agradeci em tempo útil mas que o faço agora. É muito bom saber que ainda há quem goste daquilo que escrevemos e estão sempre dispostos a um comentário animador, muito obrigado por isso, acho que sem os comentários que ás vezes recebo já teria ido escrever para alguma parede qualquer num dos becos escuros da minha mente.
Ontem numa pequena retrospectiva que fiz sobre o meu mundo blogosférico, acabei por reler alguns dos textos que por aqui tenho escrito ao longo deste ano e meio, e se alguns deles eu acabo por sentir orgulho naquilo que escrevo, noutros por sua vez parecem-me que lhes falta sempre algo, no entanto existe nos vossos preferidos, para espanto meu, alguns textos que a mim são apenas palavras articuladas e que são só devaneios de quem por vezes não sabe o que escrever.
Escrever tornou-se um hábito, e o meu blog é para mim um vicio, de tal forma que me leva a estar de página aberta nove horas por dia, não para reler aquilo que escrevo mas para não perder um texto de quem sigo, e se durante os dias eu consigo manter todos os textos debaixo de olho, no que ao fim de semana diz respeito, e como não tenho muito tempo livre nesses dias, necessito de uma hora para actualizar a minha leitura, portanto meus caros, se um dia destes escrever por aqui que foi despedido, a culpa é vossa.
Tem sido uma aventura fantástica seguir muitos dos blogs, mas há alguns que me tem despertado especial interesse e no qual eu sinto que faço parte da vida dos seus autores, é algo inexplicável, é quase como se pudesse viver as alegrias ou tristezas que as pessoas colocam nos seus textos. Não sei se as minha palavras tem o mesmo efeito mas espero que assim seja.
A minha vida paralela é o meu blog, é aqui que conheço vidas sem conhecer os seus autores, é onde escrevo para quem não me conhece, o meu blog é uma maneira de me sentir forte perante os problemas da vida e mesmo naqueles dias em que nada corre como desejamos, eu escrevo os maiores disparates para alguém que não conheço, provavelmente seria bem mais útil se o fizesse com um bom amigo, mas numa época em que o normal é ter amigos virtuais, eu concílio o mundo real com o virtual, expressando aquilo que me vai na alma através daquilo que escrevo. Com isto não quero dizer que dispenso a companhia e o desabafar com um bom amigo, no entanto agora tenho um amigo mais, o meu blog que é a minha boca para o mundo.
Obrigado a todos vós pelo apoio que me dão e pelo tempo que despendem nos meus textos por vezes vazios, contudo espero que de quando em vez surja algum que vos possa encher.
Enquanto eu me sentir parte deste mundo, este blog continuará a ser a minha voz para voces, no dia em que isso deixar de fazer sentido, eu serei o primeiro a acabar com a minha vida de micróbio, no entanto não esperem por isso, porque aqui o micróbio ainda tem muito para vos ensinar (e aprender).

08 junho, 2011

A modos que...

Apenas num pequeno reparo, não sei se sou eu que ando vazio ou se não há quem me encha.
Ultimamente a vontade e a falta de inspiração tem sido tão pouca que só a muito custo consigo arrancar algumas palavras de jeito.
Talvez por atravessar uma fase menos problemática da minha vida e com pouca agitação, talvez ate por falta de tempo para pensar nos verdadeiros problemas, o que é certo é que já tive melhores dias.
Não é fácil manter uma escrita diária, pelo menos por enquanto o que significa que como podem já constatar, este blog terá o ritmo que eu mesmo lhe desejar, é isso ou eu ingerir cogumelos alucinogénicos e desatar a escrever algo extraordinário, o que não seria mau de todo mas prefiro manter-me numa linha mais saudável, já para não falar que aqueles textos que saem intuitivamente dão-me mais gozo.
Já agora um bom dia para todos!

06 junho, 2011

A guerra vista por elas

Fico abismado com aquilo que nós seres humanos somos capazes de fazer relativamente a certos assuntos da nossa vida, e por vezes tento colocar-me na pele de outro para tentar perceber o que lhe possa passar pelo pensamento para que tenha feito algo menos aceitável.
Por muito que me concentre, este é um esforço mental de difícil compreensão, contudo, existe um ser no qual eu não me consigo focar. A sua cabeça é de difícil acesso, compreender os seus actos é uma tarefa quase impossível, colocar-me no seu lugar deixa em mim um vazio gigantesco mais do que difícil de preencher, tudo porque nós, homens, somos muito mais simples e directos de que elas, mulheres.
Ainda não me tinha apercebido, ou talvez só agora prestei atenção a tal facto, mas estes dias constatei que as mulheres são capazes de tudo para atingir os seus fins.
Eu admito que nós homens temos algumas semelhanças neste campo, contudo não me parece que se possa assemelhar a frieza que o sexo feminino tem para determinadas situações.
Não quero com isto afirmar que as mulheres são um ser deplorável e que as suas ideias são anormalmente distorcidas, mas choca-me a facilidade e inocência para estruturar momentos de tortura não só para com os homens mas até mesmo para com os iguais da suas espécie.
Diz-se que as mulheres não se podem comparar aos homens e que elas são muito mais controladas de que os primeiros, diz-se que nós, homens somos duros, machos e muitas vezes agressivos, mas eu constato que as mulheres podem não utilizar os mesmos adjectivos no entanto o resultado final é o mesmo ou pior.
Com os homens tudo é mais directo, se andamos á guerra mandamos logo a bomba atómica, com as mulheres não se passa bem assim, elas quando estão em guerra, começam com batalha cara a cara, depois utilizam armas de fogo, mais tarde, armas químicas e no fim se necessário a dita bomba final, resumindo, elas andam com rodeios para ir ter ao mesmo sitio, no entanto os resultados são bem diferentes, o que normalmente se traduz em numero de vitimas.

02 junho, 2011

Mundo perfeito

Olá a todos, antes de mais uma boa tarde. Como têm passado os meus amigos?
-Comigo está tudo bem, muito obrigado.
Espero que tenham gostado desta minha apresentação mais interactiva, mas já vos aviso que isto não se deve ao facto de estar extremamente alegre mas sim a não ter muito mais para dizer.
No entanto, com um grande esforço acho que já consegui reunir algumas ideias na minha cabeça para conseguir estruturar um texto minimamente coeso e que faça comichão a certas pessoas.
(Tambores) ... Hoje vou falar sobre, o meu mundo perfeito. (Obrigado eu também gosto, não precisam bater palmas)
Meus caros amigos, começo por vos informar que a perfeição existe apenas da maneira que queremos, portanto, antes de alguém se lembrar de dizer que é impossível ter um mundo perfeito eu argumento com o facto de que o mundo é meu, logo, é a minha perfeição que deve ser avaliada.
E sim, eu concluo que tenho um mundo perfeito, tenho-o porque a vida me corre bem porque mesmo que não corra como muitas vezes desejo eu estou bem melhor do que muita gente, não que isso seja uma linha orientativa de perfeição mas é apenas um comparativo do qual poderia advir uma avaliação mais negativa.
Mais do que me comparar aos outros eu avalio a minha própria vida, avalio o meu próprio mundo e quanto a esse, sim eu sou um sortudo, e sabem porquê? porque o mundo é meu e posso criá-lo como quero e bem me apetece, o que normalmente isso não engloba haver uma colisão de mundos, ou seja, o meu mundo é perfeito para mim mas deixa de o ser quando alargo este em favor de uma outra pessoa, seja ela quem for, tenha ela a importância que tiver.
Tenho uma família fantástica, tenho muitos amigos, tenho muito bons amigos, tenho um emprego do qual gosto, tenho a melhor profissão do mundo, tenho uns pais e um irmão fantástico, tenho pessoas que me adoram, tenho uma vida despreocupada e livre de rotinas.
Tenho tudo aquilo que quero e só não tenho aquilo que não quero, já aqui escrevi que nada é impossível e basta querer-mos algo para que isso seja uma meta ou objectivo, os quais devem ser cumpridos, como tal, eu aprendia a ser uma pessoa bastante satisfeita com aquilo que me rodeia e fácil de contentar, não deixando por ventura de obter as minhas metas que cada vez se impõe mais difíceis de atingir.
Não posso reclamar da minha vida eu gosto, gosto de viver, gosto mesmo, mas gosto ainda mais de viver no meu mundo perfeito, e continuará a ser perfeito desde que eu assim o deseje.

01 junho, 2011

Quem é a criança aqui?

Muito boa tarde a todos, mais uma vez deixei todas estas palavras para o final do dia, isto porque sou uma pessoa muito atarefada, no entanto hoje tenho um motivo adicional para toda esta ocupação.
Pois bem, hoje, dia mundial da criança, eu resolvi vir para aqui escrever algo decente e com alguma coerência, assim sendo, começo com um,"muito obrigado crianças deste mundo, apesar de não saberem são vocês que me ocupam os meus dias e me dão o chamado ganha pão".
Agora passo a explicar, as crianças são a coisa mais maravilhosa deste mundo, sem eles o mundo seria triste a cinzento e eu não teria um euro sequer na carteira, por outras palavras, seria mais um designer no desemprego ao invés de projectar parques infantis (extremamente divertidos, modéstia á parte).
Acho que nunca aqui o disse, mas realmente sou designer de parques infantis, e apesar de muitos acharem que esta área pode ser facílima, eu argumento sempre com um " se conhecesses as normativas de segurança não terias essa opinião".
É sem dúvida uma área exigente devido a todos os requisitos de segurança mas isso é o que me dá grande gozo, quanto mais exigente mais divertido se torna.
Daqueles que me conhecem verdadeiramente poucos me lêem, mas esses sabem que em mim existe sem sombra de dúvidas uma criança sempre presente no meu comportamento e aliar toda essa minha alegria ao amor que tenho pela minha profissão torna-me uma pessoa realizada a nível profissional.
Para que percebam a sorte e o orgulho que tenho, o meu primeiro projecto foi uma linha de escorregas (provavelmente já viram por esse país algum deles) e quando iniciei esse desafio comecei por avaliar aquilo que já existia por esses parques de diversões fora, então era ver a minha pessoa no meio das criancinhas todo contente a experimentar aquilo que supostamente não seria para a minha idade, no entanto a minha alegria mostrava aquilo que verdadeiramente sou, uma criança crescida mas com a sorte de poder usufruir das brincadeiras destinadas aos mais pequenos. Quanto aos adultos, acho que muitos se riram, outros devem ter ficado com inveja. Quanto a mim, fiquei felicíssimo.
Hoje que é o dia da criança, eu paro para pensar na minha infância, muito vivida e muito alegre, foram tal como todo o resto da minha vida momentos muito bem passados, contudo há coisas que apenas se fazem quando somos pequenos e essas estão guardadas no meu coração, os amigos, as brincadeiras as aventuras, tudo são boas recordações, recordações essas que agora um pouco mais crescido me fazem sentir orgulhoso daquilo que foi e que sou.
Um feliz resto do dia da criança para todas as crianças que conheço e para aquelas para quem trabalho, mas acima de tudo para a criança que existe em cada um de nós adultos, que nunca deixaremos de ser crianças mais que não seja pelas recordações que guardamos.
Obrigado a todas as crianças que me fizeram crescer até hoje.